"O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)
O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)
"O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: I Edição: VIII           Mês: Junho de   2004. Edição: Mensal 



Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia





Liturgia e Espiritualidade Litúrgica
Doutrina Católica
Pastoral Vocacional
Rezamos nas seguintes intenções.  Pelos Bispos que completam mais um ano de Sagração Espicopal neste mês de Março de 2004.
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Editorial:

Mãe Igreja-Grande Igreja.

Quando admiramos  os belos afrescos, uns nem sempre tão “católicos”, porém expressivos, nós passamos a amar muito mais a nossa Igreja Romana. Diga-se mais e com maior ênfase, quando escutamos o “divino Mozart”, em qualquer de suas composições sacras, mormente, p. ex., a Missa “Credo”, na qual ele esbanja a proclamação da Fé Católica, afirmando e repetindo com insistência a palavra “Credo” em cada um dos artigos de nossa profissão de fé cantados pelo Coro e pela Orquestra. Mesmo assim, pareceria, que a expressão musical se exalta além das medidas da Catolicidade e foge da serena paz do Canto Gregoriano, quando retumbam os tímpanos. A “grosso modo”, os tímpanos são instrumentos profanos e, para todos os efeitos, não são nada sacros a menos que fossem soados para representar um culto Africano, aliás, bastante em voga em algumas Celebrações Católicas, alhures pelo Brasil afora.

A Igreja Católica Romana foi a grande Igreja que mais se adaptou ao povo e as culturas e caminhou com seu rebanho, aceitando as oblações da Arte e as expressões dos sentimentos de cada época.Como é belo e gostoso rezar sob as abóbadas de uma velha Catedral ao som do gigantesco órgão que retumba nas ogivas ou nas arcadas como um som vindo do além! Quem não fica contagiado por semelhante beleza? Qual o pagão que não daria suspiros e anelaria pertencer a essa Congregação. A Mãe Igreja, a Grande Igreja, foi sempre a mecenas e patrona de todas as Artes e ciências. Graças a ela os progressos científicos da humanidade chegaram ao grau de desenvolvimento que hoje plasma o mundo.O mundo cultural lhe deve muito, a dívida é impagável! É lamentável que a maioria dos pastores da Igreja tenha descuidado esse carisma, tão delicadamente amoroso, que sempre distinguiu a sua maternidade. Ela, a  Mãe Igreja, cuidou de seus filhos, não apenas pregando-lhes o Evangelho e chamando-os a santidade pessoal, como sempre fez e faz com toda a veemência, mas promovendo-os e estimulando a cultura e o saber, numa palavra, elevando o ser humano à dignidade de que é merecedor como pessoa, pois o Evangelho é, antes de tudo, respeito pelo ser. O Evangelho é libertação, isto já se sabe, e esta sempre foi propugnada pela Igreja, evidentemente, que não com a dinâmica e a nova roupagem chamada Teologia da Libertação que, por vezes exorbita com figuras do socialismo e do comunismo, mas que luta para libertar a humanidade dos vários grilhões que a prendem, tais como a fome, a ignorância e a carência absoluta de cultura. A ignorância pode ser mais um empecilho para o crescimento interior, como a cultura pode levar a descrença e o descrédito das verdades ensinadas pela Revelação, se o receptor não for pedagógica e didaticamente instruído para a humildade, socialmente apelidada de modéstia. Mas a ignorância  é gérmen de escravidão e dominação e por isso  se diz que muitos governantes de nossa época não fazem questão de dar cultura ao povo, principalmente com a proliferação das Repúblicas, tão pouco aprimorar os sentimentos da população, pois quanto mais imbecil for a plebe, mais dominada será pelo poder e pela força do dinheiro.Quanta nostalgia dos Reinos Católicos! A Evangelização não é um fenômeno só das esferas  religiosas; no sentido amplo, é um ato de transpor as pessoas de um estágio inferior para outro superior. Neste sentido toda a política de promoção humana seria um ato evangelizador. Mas só uma Mãe pode realizar com preponderância e propriedade transparente, sem os interesses mesquinhos das políticas, geralmente orientadas para as ideologias perversas e manipuladoras.

Mãe Igreja, Grande Igreja  que na opulência de seu Rito ancestral, convence até aos incrédulos  de que é detentora da verdade salvadora de Cristo Jesus. Mãe Igreja, Igreja da grande Missa, a eterna Missa tão maravilhosamente adornada e promulgada por São Pio V. Antiga e sempre nova Missa Tridentina, culminância da cultura da fé unida aos sentimentos artísticos do homem. Grande Igreja de Roma, essa maravilhosa Missa por si só, é uma imagem visível da glória invisível da eternidade, reservada aos eleitos, aqueles que na terra se identificaram com o Cristo e o esperam na Parusia. Mãe Igreja que com sua celebração solene aproximou os gênios da Música de todos os tempos para, com suas obras estupendas  plasmarem o “Povo de Deus” em estado de Contemplação do sublime e do eterno. Mãe Igreja, Grande Igreja, “que teus filhos hoje e sempre vivam todos como irmãos”.

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Notícias :                                                                                                                   Colunista                   

    Por Frei Misael da Santíssima Trindade osc.

1. Dia 16 de Maio foi aprovado para  entrar no Noviciado o postulante Rodrigo Vieira. A entrada no Noviciado está marcada para 12 de Outubro, data que coincide com a fundação de nossa Congregação Monástica. A celebração solene, será presidida pelo Bispo Diocesano Dom Irineu Silvio Wilges ofm. Parabéns ao Frei Rodrigo e sucessos na sua caminhada monástica.

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2. Um grupo de amigos de nossa Congregação iniciou um movimento de ajuda aos monges. O grupo de Frederico Westphalen e de São Paulo busca recursos financeiros para manutenção de nosso Mosteiro. Agradecemos as pessoas que já colaboraram e, em troca, rezamos nas intenções delas. A cidade de Frederico Westphalen teve a graça de possuir um coral de Meninos Cantores nos primórdios de sua vida cultural e foi o nosso Padre Prior, quando jovem, que lá desenvolveu esse trabalho. Percebe-se que há gente muito agradecida por lá.

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3. Está chegando ao fim a primeira etapa de ampliação das Obras de nosso Cenóbio com muita simplicidade e conforto. Cada cela tem seu banheiro pessoal e cada monge poderá desfrutar dos direitos de sua privacidade.

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4. Realiza seu estágio, com miras a vida monástica, o jovem Jandeilson Galvão, Paraibano residente no Rio de Janeiro. Desejamos êxito e bom discernimento.

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5. Tivemos muitos pedidos de ingresso de pessoas de mais idade, inclusive um candidato de 62 anos. Lamentou-se ter que rejeita-los devido a que nossa estrutura está organizada para jovens entre 16 e 28 anos. Pessoas de mais idade exigiriam um tratamento diferenciado dos jovens, que no momento, para nós, é difícil. Desculpem e nos queiram bem!

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6. Dia 15-16 de Maio estiveram em visita ao nosso Mosteiro os pais de Frei Murilo Guesser, postulante ainda. A família veio com os tios Geraldo Guesser e esposa.
O pai de Frei Murilo é diácono  na Arquidiocese de Florianópolis e se chama Francisco  Guesser. Todos ficamos muito bem impressionados com as famílias de bom trato e muito simpáticas. Foi bom conviver com vocês, Obrigado pela visita!

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7. Dia 30 de Maio passado comemoramos  a Festa de Pentecostes com uma grande Missa Solene em Rito Tridentino na Capela do Mosteiro superlotada de fiéis. Na ocasião cantamos todo o próprio de Pentecostes em Canto Gregoriano, seguindo o Liber Usualis e a Missa IX em honra de Nossa Senhora, visto a grande relação que tem a Santa Mãe de Deus com o Espírito Santo, para Quem ela cedeu a habitação do Divino Espírito em seu ventre.

Os Monges Professos Solenes assistiram com seu Pallium branco e  seu bastão Monástico para dar o tom solene do ato.

A emoção foi muito grande e ao terminar Dom Prior deu a bênção especial de Pentecostes a todos os presentes. 

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