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Editorial:
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O
medo da crítica
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A humanidade vive num constante medo. Tem-se a impressão que,
quanto mais se desenvolvem as ciências psicológicas para
ajudar
os problemas da humanidade, simultaneamente aparecem
situações que amedrontam e criam-se
mecanismos de covardia e omissão cujas presas
fáceis são os jovens, vulneráveis ao mundo em seu
redor.
Quando se diz a verdade corre-se ao risco de receber
rótulos e o primeiro que se escuta é
autoprojeção.Quem não teme perder seu bom conceito
social ou na comunidade onde vive? O mundo
é uma escola de hipocrisia e sofre uma grande crise, de
identidade
e de personalidade, disso ninguém duvida.
Pessoas graduadas, tanto do governo como, e até mesmo, das
Igrejas e outros grupos, cometem faltas e ninguém as pode
aponta-las. Se
alguém ousar fazer a réplica e as
retaliações
não tardam muito com até com punições e
só
falta chamarem de “santo”. Se for pobre ou não tiver um bom
pistolão,
ai dele! Se tiver dinheiro ou pertencer a um grupo especial
de pessoas, tudo bem.
Diante da vulnerabilidade de um quase sistema social e já
também, religioso, parece que melhor é ficarmos calados
ou amordaçados remoendo desejos de justiça, já que
não temos o direito de reclamar, pois a esta altura, não
existem Direitos Humanos.
Para que haja Direitos Humanos, se supõe seja o desenvolvimento
de uma de persona-lidade própria no individuo, sem que
seja contaminado pela vontade da maioria nem de grupo algum.
A própria escola moderna, tendo como base o sistema de ensino
do Brasil, forma seus alunos para a massificação,
invadindo os direitos pessoais dos jovens, obrigando-os a fazerem
trabalhos em grupo e tarefas que evidenciam o predomínio
da vontade da massa. Seguramente é reminiscência e
herança do sistema Marxicista, implantado a partir de 1917 na
Rússia, hoje extinto e dos exageros da democracia consumista
pontificada pela América do Norte e seus aliados na
globalização.
O mais comum, hoje em dia, é as pessoas imitarem umas às
outras, por medo da crítica e por sugestão em massa. O
que a maioria faz tem força de verdade e influencia no
comportamento
social. Inaugurou-se o modelo “Maria vai com as outras”. A cada
momento
alguém pode receber uma represália social até
mesmo
por andar com uma roupa que não seja da moda. Todos querem ser
parecidos
com todos. O mau gosto invadiu as massas e o toque de
individualidade
que aformoseia uma pessoa “já era” há muito tempo.
Aliás,
em tal ritmo grande parte da população já perdeu a
individualidade. As mocinhas, isto é incrível, rejeitam
andar com uma saia
ou blazer de crochê para trajarem uma bermuda feia,
ridícula
e toda cheia de fiapos de linha ou rasgada nas pontas; como se isto
fosse
beleza! Possivelmente se usasse um crochê seria criticada e
rejeitada.
Lamentavelmente as pobres infelizes não são educadas para
enfrentarem críticas, todos fogem dela.
A bem da verdade nenhuma crítica é construtiva, quando
aquele que faz não está movido de sincero desejo de
ajudar a pessoa criticada. Na maioria das vezes as críticas
são
por ciúmes, inveja e por competição.
Quando não seguimos os ditames da maioria, como dizia acima,
corremos o risco de sermos rotulados de traumatizados, revoltados,
recalcados e
outros adjetivos des-qualificativos, os mais variados. Uma palavra mais
forte pode remexer no fundo do poço, de quem esconde
uma bela fachada, e o barro e as folhas secas, sobrem à tona e
podemos
aplicar o velho ditado popular: “mostrou as garras”.
Ao medo combatemos com a coragem e para termos coragem é
mister que tenhamos um caráter e personalidade própria
sem cairmos em extremos, é claro, pois estes sempre são
maus, fazendo
aquilo que nos parece o melhor e passando cada um a ser ele mesmo, sem
se
importar quando o (ou a) chamam de “Virgo singularis”
ou perguntam, atrevidamente: a que espécie de macacos da
Malásia pertences? Com bom humor é só
responder: Bananas pra
ti também! Serenamente, debruça-te com os cotovelos
na
janela “pra ver a banda passar” pensando no que dizia Santo
Agostinho:
“Ame e fassa o que quiser” |
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Li no Jornal NH de Quinta feira 21 de Abril de
2005 esta charge que me chamou a atenção para o problema da
excomunhão o que resolvi tentar explica-lo aqui.
A charge recomenda mal ao Papa, não fica
bem para a Igreja, mas reflete uma realidade sobre a excomunhão
usada pela Igreja.
Para o povo essa palavra tem um significado
terrível, equivalente a mandar para o inferno ou ser condenado a
ele para sempre. Ao passo que para a Igreja excomunhão é
separar da recepção ou realização de
sacramentos e quaisquer atos religiosos da Igreja, bem como usar
referências eclesiásticas ou receber benefícios de
parte da Igreja. A excomunhão afasta o católico do
convívio da Igreja comunidade, mas não define o fim
último desse fiel que somente a Deus pertence.
Seria desejável que Sua Santidade o Papa
Bento XVI nunca usasse o triste recurso da excomunhão e
eliminasse para sempre essa palavra da vida de nossa Santa Igreja
Católica Romana. Como sugestão seria usar outras
expressões que não choquem o povo ou que não inspirem um quadro tão dramático,
quase Dantesco, quanto à palavra excomunhão na mente e
conceito do nosso povo simples. Quando se fizer necessário
aplicar uma punição a um Bispo, Padre ou fiel
Católico, faça com outras palavras mais caridosas e
não tão amargas. Elimine-se a amargura da Igreja, pois
ela é símbolo e produto da
Ressurreição gloriosa do Senhor Jesus.Além disso,
chamamos de Mãe, que palavra mais meiga pode existir que essa?
Infelizmente o Papa João Paulo II marcou
negativamente o início de seu Pontificado com as
excomunhões dos Bispos da França e do Bispo de Campos no
Brasil Dom Antonio de Castro Mayer só pelo simples fato de que
propugnavam pela Missa em latim e discordavam de alguns pontos do
Concilio Vaticano II. Sabemos que aceitar a discordância faz
parte de uma boa administração democrática a
serviço da maioria. Os Direitos Humanos estão
ai para garantir isso. Também marcou negativamente para o
Papa João Paulo II quando ele afastou (quase excomungou) da
Arquidiocese de Diamantina, Minas Gerais Brasil, a Dom Geraldo de
Proença Sigaud, grande Bispo que fundou cooperativas e deu trabalho ao
pobrerío do Vale do Jequitinhonha, levado pelas
acusações do Bispo Socialista Marxista Dom Pedro Casaldáliga que pintava e bordava com o
Sacramento da Eucaristia com abusos e mais abusos, não
visíveis aos olhos do Papa nem da Cúria Romana, mas
acobertado por Bispos brasileiros da linha dele, a quem o Papa pensava
que fossem os mais exemplares, pois ele recém chegava lá
das cortinas de ferro.
Curiosamente ele, no fim de seu Pontificado,
pediu tantos perdões até para Galileu num passado
distante e não consta que o fizesse para esses nossos
irmãos, seguidores do Bispo Marcel Lefebvre
de Econe.
Como seria bom que o Papa Bento XVI mandasse
revisar novamente o Direito Canônico e banisse a palavra EXCOMUNHÃO, antipática e símbolo da
intolerância, da vergonha de antanho na época da
inquisição e, em geral, falta de amor ao próximo
que erra. EXCOMUNHÃO
NUNCA MAIS!
A charge que o jornal estampou e eu reproduzi
aqui não é desabafo do chargista, imagino assim, mas o
pensamento do povo que ele, como jornalista, ouviu e recolheu.
Não deixa de ser um bom recado para o Santo Padre e para os
Bispos, e para a Igreja Hierárquica em geral.
Penso que a Igreja de Bento XVI deva mudar
bastante muitas coisas e trazer de volta muita gente se conseguir
escutar mais o povo, os sacerdotes que são os obreiros do
“batente” e os que “tiram a cara” pela causa assumida e não
somente os Bispos e Cardeais. Durante muitos anos, no Pontificado
anterior ouvi, algumas vezes, jovens perguntando se para falar com o
Papa, qualquer um podia fazer, ou só os Bispos e as autoridades
é que tinham esse privilégio.
Ouvi queixa de alguns sacerdotes reclamando que
não puderam falar com o Papa João Paulo II quando esteve
no Rio de Janeiro pela última vez, mas Roberto Carlos com sua
companheira pôde.
Assim, entre excomunhões e desfeitas,
pouco caso e outros desprezos, vão se perdendo as ovelhas que
ele o Papa comprometeu-se a cuidá-las quando assumiu esse
encargo que é mais uma carga do que uma honra.
“Excomunhão nunca mais” é
um grito abafado que as surdinas de eco da orquestra da Igreja fazem
ressoar e devem ser escutadas por Sua Santidade Bento XVI, que a par de
ser músico deseja, conforme disse, escutar a voz de Deus no
desempenho de sua função e aqui vale muito bem o
provérbio popular: “voz do povo voz de Deus”.
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Notícias
:
Colunista
Frei Misael
da Santíssima Trindade osc.
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* A distância
da terra ao centro de nossa galáxia é de 30 mil anos-luz
e o diâmetro dela é de cem mil anos-luz
* Segundo os astrônomos é possível ver um
bilhão de galáxias, sendo 17% elípticas; 80%
espirais e 3 % irregulares
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Recebemos um
belíssimo calendário 2004 de Dom Jeremias Ferens Eparca
da Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana para a América
do Sul, com sede em Curitiba. Agradecemos a gentileza de Dom Jeremias
com um Deus lhe pague!
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A mãe de
nosso Frei Miguel da Purificação, Dona Dilvia Maria de
Araujo, visitou nosso Mosteiro, juntamente com seu irmão e a
esposa. Eles vivem em Jaguarão no Rio Grande do Sul, divisa com
o Uruguai.Gratos pela visita, que Deus os abençoe sempre!
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Continuam chegando cartas e cumprimentos
parabenizando pelos Votos Solenes e pelo Site da Ordem de Santa
Cecilia. Obrigado a todos pelos parabéns!
Quanto ao nosso Site, o que tem de bonito é o bom gosto em
organiza-lo, pois não tivemos a pretensão de fazer para
ser mais bonito que os outros. É organizado por um de nossos
Monges que é técnico em Internet com muito carinho e com
humildade. Nós, pelo Voto de Pobreza, teríamos vergonha
de pagar caro para um técnico só para ostentar o status.
Sendo nossa Ordem voltada para a Arte, não seria coerente manter
um Site feio e de mau gosto.
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Também na cidade de
Caçapava
do Sul, as pessoas estão maravilhadas com o belo ritual dos
Votos
Solenes dos Monges de Santa Cecilia. Foram duas horas e quarenta
minutos
de cerimônia e ninguém cansou, dizem.O brilho da Schola
Cantorum
Ceciliana que cantou obras de autoria de nosso Prior e encantou o
povo. O corte de cabelo dos Monges Néo-Professos, com a
tonsura
Monástica, o Pallium branco que vestiram, o bastão
Monástico
e o solidéu, maravilhou as pessoas. É isso aí,
para
os que são favoráveis abolir dos rituais, ficou
demonstrado
que o povo gosta e realiza-los é vida para os católicos
de
hoje que ficaram esvaziados com as empobrecidas cerimônias da
modernidade.
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Muitas cartas de vocacionados
estão chegando pelo correio e outros tantos por e-mail.
Nossos vocacionados, tanto quanto possível, passam por “alguns”
filtros. O nosso Prior teve uma longa experiência com meninos e
jovens ao longo de 42 anos e sabe como peneirar uma
vocação.
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Nós aceitamos todas as críticas, desde
que, formuladas com boa educação e com caridade.
As grosserias e baixezas não serão anotadas nem
respondidas. Entretanto vale o provérbio: “ quem tem telhado
de vidro não atire pedra no do vizinho”.
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Temos
recebido cartas, também, com doações
para nossa Congregação. Desde o óbolo da pobre
viúva até as somas maiores. Tudo vem bem, pois estamos
estruturando nossa comunidade economicamente com
especialização de Monges nas áreas da costura, do
bordado e outros trabalhos manuais. Em breve poderemos servir ao clero
da região na confecção de alfaias e
vestuário por preço bem mais cômodo que do ramo no
país.
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O prédio de
ampliação do Mosteiro prossegue com o 1º andar quase
pronto. Até este momento o Mosteiro não gastou nada com
essa construção que
foi toda doada por amigos e pessoas simpatizantes da nossa Ordem
Monástica. Nós aceitamos qualquer tipo de
doação que pode ser feita pela conta da Ordem de Santa
Cecília no Banco do Brasil nº 5.349-X agência 0670-X.
Ou por reebolso, ou cheque Postal para Ordem de Santa Cecilia, Caixa
Postal 73, Caçapava do Sul - RS Cep
96570-000
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A Ordem de Santa Cecilia
foi declarada de Utilidade Pública
pelo Prefeito Municipal de Caçapava do Sul, Dr. Jorge Pereira
Abdala, com o Decreto Executivo nº 1412 de 01 de Outubro de 2003.
Os Monges desta Comunidade cantam diariamente em Canto gregoriano
e aos Domingos realizam a Santa Missa com o Ritual em Latim e em
Canto gregoriano, e a assistência aberta ao público.
Deste modo o Mosteiro promove a Cultura local e incentiva o Turismo.
Nota: Ordem de Santa Cecília é um nome
referencial que identifica Religiosos de Convento ou Mosteiro. Na
Igreja não existe mais a palavra Ordem e sim
Congregação. Em nosso caso é um nome fantasia que
está cadastrado na Receita Federal com
o CNPJ Nº 02.897.661/0001-97 Para todos os efeitos formamos uma
Ordem
reconhecida no Brasil.
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Nossa
Congregação Monástica (assim é
reconhecida canonicamente) já recebeu da Santa
Sé, todas as informações e procedimentos para se
tornar um Priorado Sui Iuris.
Até que isso aconteça somos uma “associação
de fiéis”, como prevê o Direito
Canônico para todas as fundações a partir de 1983,
com a determinação especificada pelo Bispo no decreto de
criação, como Congregação Monástica
de clausura, segundo o modelo de São Bento do “Ora et Labora”. Por isso temos
muita afinidade com nossos irmãos Beneditinos, a quem temos a
maior consideração e respeito.
Nós estamos bem informados canonicamente de nossa
situação na Igreja e nossa vida atual e os projetos do
futuro são todos viáveis, desde que sigamos os passos
determinados pela Legislação Eclesiástica vigente.
Por esse motivo podemos sonhar e com todas as letras maiúsculas,
na projeção Canônica de nossa
Congregação, que depende do cumprimento de formalidades,
visto que diante de Deus dependemos da força de nossa
espiritualidade e não dos Decretos de ninguém; pois para
seguir ao Cristo e seu Evangelho, a rigor, não precisamos de
aprovações nem de decre-tos.
Graças a Deus tivemos um grande patrono junto a Sé
Apostólica que foi o Cardeal Dom Lucas Moreira
Neves, de feliz e constante memória em nosso Mosteiro. Ele
e mais um
outro Bispo brasileiro, foram os primeiros apreciadores de nossa
Fundação que hoje conta com centenas só no Brasil.
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Registramos a doação de
três máquinas de costura para os trabalhos dos Monges. Uma
foi doada por Dona Elci Cecilia Müller e outra pelo
Sr. Sérgio Kehl e esposa sendo a terceira por uma pessoa
que deseja ficar no anonimato, mas em perfeito estado e com muitos e
variados pontos tocada a motor.
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Se você Internauta tiver algum
outro objeto e deseja desfazer-se, conforme a distância que
estiver situada, poderia interessar para nosso Mosteiro.
Estamos querendo adquirir duas máquinas galoneiras de 5 fios, em
estado de uso. Se alguém souber quem tenha para vender por
preço módico ou queira fazer doação,
comunique-nos por e-mail ou por telefone ( veja o rodapé)
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