"O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)
O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)
"O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: I Edição: Mensal  N°:  IV           Mês: Fevereiro de  2004.



Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia


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Editorial:

O medo da crítica


A humanidade vive num constante medo. Tem-se a impressão que, quanto mais se desenvolvem as ciências psicológicas para ajudar os problemas da humanidade, simultaneamente aparecem situações que amedrontam  e criam-se  mecanismos de covardia e omissão cujas  presas fáceis são os jovens, vulneráveis ao mundo em seu redor.  
Quando se diz a verdade  corre-se ao risco de  receber rótulos e o primeiro que se escuta é autoprojeção.Quem não teme perder seu bom conceito social ou na comunidade onde vive? O mundo é uma escola de hipocrisia e sofre uma grande crise, de identidade e de personalidade, disso  ninguém duvida. 
Pessoas graduadas, tanto do governo como, e até mesmo, das Igrejas e outros grupos, cometem faltas e ninguém as pode aponta-las. Se alguém ousar fazer a réplica e as retaliações não tardam muito com até com punições e só falta chamarem de “santo”. Se for pobre ou não tiver um bom pistolão, ai dele!  Se tiver dinheiro ou pertencer  a um grupo especial de pessoas, tudo bem.
Diante da vulnerabilidade de um quase sistema social e já também, religioso, parece que melhor é ficarmos calados ou amordaçados remoendo desejos de justiça, já que não temos o direito de reclamar, pois a esta altura, não existem Direitos Humanos. 
Para que haja Direitos Humanos, se supõe seja o desenvolvimento de uma de persona-lidade própria  no individuo, sem que seja contaminado pela vontade da maioria nem de grupo algum.
A própria escola moderna, tendo como base o sistema de ensino do Brasil, forma seus alunos para  a massificação, invadindo os direitos pessoais dos jovens, obrigando-os a fazerem trabalhos em grupo  e tarefas que evidenciam o predomínio da vontade da massa. Seguramente é reminiscência e herança do sistema Marxicista, implantado a partir de 1917 na Rússia, hoje extinto e dos exageros da democracia consumista pontificada pela América do Norte e seus aliados na globalização.
O mais comum, hoje em dia, é as pessoas imitarem umas às outras, por medo da crítica e por sugestão em massa. O que a maioria faz tem força de verdade e influencia no comportamento social. Inaugurou-se o modelo “Maria vai com as outras”. A cada momento alguém pode receber uma represália social até mesmo por andar com uma roupa que não seja da moda. Todos querem ser parecidos com todos. O mau gosto invadiu as massas e o toque de individualidade  que aformoseia uma pessoa “já era” há muito tempo. Aliás, em tal ritmo grande parte da população já perdeu a individualidade. As mocinhas, isto é incrível, rejeitam andar com uma saia ou blazer de crochê para trajarem uma bermuda feia, ridícula e toda cheia de fiapos de linha ou rasgada nas pontas; como se isto fosse beleza! Possivelmente se usasse um crochê seria criticada e rejeitada. Lamentavelmente as pobres infelizes não são educadas para enfrentarem críticas, todos fogem dela.
A bem da verdade nenhuma crítica é construtiva, quando aquele que faz  não está movido de sincero desejo de ajudar a pessoa criticada. Na maioria das vezes as críticas são por ciúmes, inveja e por competição.
Quando não seguimos os ditames da maioria, como dizia acima, corremos o risco de sermos rotulados de traumatizados, revoltados, recalcados e outros adjetivos des-qualificativos, os mais variados. Uma palavra mais forte  pode  remexer no fundo do poço, de quem esconde uma bela fachada, e o barro e as folhas secas, sobrem à tona e podemos aplicar o velho ditado popular: “mostrou as garras”.
Ao medo combatemos com a coragem e para termos coragem  é mister que tenhamos um caráter e personalidade própria sem cairmos em extremos, é claro, pois estes sempre são maus, fazendo aquilo que nos parece o melhor e passando cada um a ser ele mesmo, sem se importar quando o (ou a) chamam de “Virgo singularis” ou perguntam, atrevidamente: a que espécie de macacos da Malásia pertences?  Com bom humor é só responder: Bananas pra ti também!  Serenamente, debruça-te com os cotovelos na janela “pra ver a banda passar” pensando no que dizia Santo Agostinho: “Ame e fassa o que quiser

Li no Jornal NH de Quinta feira 21 de Abril de 2005 esta charge que me chamou a atenção para  o problema da excomunhão o que resolvi tentar explica-lo aqui.

A charge recomenda mal ao Papa, não fica bem para a Igreja, mas reflete uma realidade sobre a excomunhão usada pela Igreja.

Para o povo essa palavra tem um significado terrível, equivalente a mandar para o inferno ou ser condenado a ele para sempre. Ao passo que para a Igreja excomunhão é separar da recepção ou realização de sacramentos e quaisquer atos religiosos da Igreja, bem como usar referências eclesiásticas ou receber benefícios de parte da Igreja. A excomunhão afasta o católico do convívio da Igreja comunidade, mas não define o fim último desse fiel que somente a Deus pertence.

Seria desejável que Sua Santidade o Papa Bento XVI nunca usasse o triste recurso da excomunhão e eliminasse para sempre essa palavra da vida de nossa Santa Igreja Católica Romana. Como sugestão seria usar outras expressões que não choquem o povo ou que não inspirem um quadro tão dramático, quase Dantesco, quanto à palavra excomunhão na mente e conceito do nosso povo simples. Quando se fizer necessário aplicar uma punição a um Bispo, Padre ou fiel Católico, faça com outras palavras mais caridosas e não tão amargas. Elimine-se a amargura da Igreja, pois ela é símbolo e produto da Ressurreição gloriosa do Senhor Jesus.Além disso, chamamos de Mãe, que palavra mais meiga pode existir  que essa? 

Infelizmente o Papa João Paulo II marcou negativamente o início de seu Pontificado com as excomunhões dos Bispos da França e do Bispo de Campos no Brasil Dom Antonio de Castro Mayer só pelo simples fato de que propugnavam pela Missa em latim e discordavam de alguns pontos do Concilio Vaticano II. Sabemos que aceitar a discordância faz parte de uma boa administração democrática a serviço da maioria. Os Direitos Humanos estão ai para garantir isso. Também marcou negativamente para o Papa João Paulo II quando ele afastou (quase excomungou) da Arquidiocese de Diamantina, Minas Gerais Brasil, a Dom Geraldo de Proença Sigaud, grande Bispo que fundou cooperativas e deu trabalho ao pobrerío do Vale do Jequitinhonha, levado pelas acusações do Bispo Socialista Marxista Dom Pedro Casaldáliga que pintava e bordava com o Sacramento da Eucaristia com abusos e mais abusos, não visíveis aos olhos do Papa nem da Cúria Romana, mas acobertado por Bispos brasileiros da linha dele, a quem o Papa pensava que fossem os mais exemplares, pois ele recém chegava lá das cortinas de ferro.

Curiosamente ele, no fim de seu Pontificado, pediu tantos perdões até para Galileu num passado distante e não consta que o fizesse para esses nossos irmãos, seguidores do Bispo Marcel Lefebvre de Econe.

Como seria bom que o Papa Bento XVI mandasse revisar novamente o Direito Canônico e banisse a palavra EXCOMUNHÃO, antipática e símbolo da intolerância, da vergonha de antanho na época da inquisição e, em geral, falta de amor ao próximo que erra. EXCOMUNHÃO NUNCA MAIS!

A charge que o jornal estampou e eu reproduzi aqui não é desabafo do chargista, imagino assim, mas o pensamento do povo que ele, como jornalista, ouviu e recolheu. Não deixa de ser um bom recado para o Santo Padre e para os Bispos, e para a Igreja Hierárquica em geral.

Penso que a Igreja de Bento XVI deva mudar bastante muitas coisas e trazer de volta muita gente se conseguir escutar mais o povo, os sacerdotes que são os obreiros do “batente” e os que “tiram a cara” pela causa assumida e não somente os Bispos e Cardeais. Durante muitos anos, no Pontificado anterior ouvi, algumas vezes, jovens perguntando se para falar com o Papa, qualquer um podia fazer, ou só os Bispos e as autoridades é que tinham esse privilégio. 

Ouvi queixa de alguns sacerdotes reclamando que não puderam falar com o Papa João Paulo II quando esteve no Rio de Janeiro pela última vez, mas Roberto Carlos com sua companheira pôde.

Assim, entre excomunhões e desfeitas, pouco caso e outros desprezos, vão se perdendo as ovelhas que ele o Papa comprometeu-se a cuidá-las quando assumiu esse encargo que é mais uma carga do que uma honra.

“Excomunhão nunca mais” é um grito abafado que as surdinas de eco da orquestra da Igreja fazem ressoar e devem ser escutadas por Sua Santidade Bento XVI, que a par de ser músico deseja, conforme disse, escutar a voz de Deus no desempenho de sua função e aqui vale muito bem o provérbio popular: “voz do povo voz de Deus”.   

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Notícias :                                                                                                                   Colunista                   

    Frei Misael da Santíssima Trindade osc.

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* A distância da terra ao centro de nossa galáxia é de 30 mil anos-luz e o diâmetro dela  é de cem mil anos-luz
* Segundo os astrônomos é possível ver um bilhão de galáxias, sendo 17% elípticas; 80% espirais e 3 % irregulares

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Recebemos um belíssimo calendário 2004 de Dom Jeremias Ferens Eparca da Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana para a América do Sul, com sede em Curitiba. Agradecemos a gentileza de Dom Jeremias com um Deus lhe pague!

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A mãe de nosso Frei Miguel da Purificação, Dona Dilvia Maria de Araujo, visitou nosso Mosteiro, juntamente com seu irmão e a esposa. Eles vivem em Jaguarão no Rio Grande do Sul, divisa com o Uruguai.Gratos pela visita, que Deus os abençoe sempre!

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Continuam chegando cartas e cumprimentos parabenizando pelos Votos Solenes e pelo Site da Ordem de Santa Cecilia. Obrigado a todos pelos parabéns!
Quanto ao nosso Site, o que tem de bonito é o bom gosto em organiza-lo, pois não tivemos a pretensão de fazer para ser mais bonito que os outros. É organizado por um de nossos Monges que é técnico em Internet com muito carinho e com humildade. Nós, pelo Voto de Pobreza, teríamos vergonha de pagar caro para um técnico só para ostentar o status. Sendo nossa Ordem voltada para a Arte, não seria coerente manter um Site feio e de mau gosto.

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Também na cidade de Caçapava do Sul, as pessoas estão maravilhadas com o belo ritual dos Votos Solenes dos Monges de Santa Cecilia. Foram duas horas e quarenta minutos de cerimônia e ninguém cansou, dizem.O brilho da Schola Cantorum Ceciliana que cantou obras de  autoria de nosso Prior e encantou o povo.  O corte de cabelo dos Monges Néo-Professos, com a tonsura Monástica, o Pallium branco que vestiram, o bastão Monástico e o solidéu, maravilhou as pessoas. É isso aí, para  os que são favoráveis  abolir dos rituais, ficou demonstrado que o povo gosta e realiza-los é vida para os católicos de hoje que ficaram esvaziados com as empobrecidas cerimônias da modernidade.

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Muitas cartas de vocacionados  estão chegando pelo correio e outros tantos por e-mail.
Nossos vocacionados, tanto quanto possível, passam por “alguns” filtros. O nosso Prior teve uma longa experiência com meninos e jovens ao longo de 42 anos e sabe como peneirar uma vocação.

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Nós aceitamos todas  as críticas, desde que, formuladas com boa educação e com caridade.
As grosserias e baixezas não serão anotadas nem respondidas. Entretanto vale o provérbio: “quem tem telhado de vidro não atire pedra no do vizinho”.

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Temos recebido  cartas, também, com doações  para nossa Congregação. Desde o óbolo da pobre viúva até as somas maiores. Tudo vem bem, pois estamos estruturando nossa comunidade economicamente com especialização de Monges nas áreas da costura, do bordado e outros trabalhos manuais. Em breve poderemos servir ao clero da região  na confecção de alfaias e vestuário por preço bem mais cômodo que do ramo no país.

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O prédio  de ampliação do Mosteiro prossegue com o 1º andar quase pronto. Até este momento o Mosteiro não gastou nada com essa construção que foi toda doada por amigos e pessoas simpatizantes da nossa Ordem Monástica. Nós aceitamos qualquer tipo de doação que pode ser feita pela conta da Ordem de Santa Cecília no Banco do Brasil nº 5.349-X agência 0670-X. Ou por reebolso, ou cheque Postal para Ordem de Santa Cecilia, Caixa Postal 73, Caçapava do Sul - RS Cep 96570-000

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A Ordem de Santa Cecilia  foi declarada de Utilidade Pública pelo Prefeito Municipal de Caçapava do Sul, Dr. Jorge Pereira Abdala, com o Decreto Executivo nº 1412 de 01 de Outubro de 2003.
Os Monges desta  Comunidade cantam diariamente em Canto gregoriano e aos Domingos realizam a Santa Missa  com o Ritual em Latim e em Canto gregoriano, e a  assistência aberta ao público. Deste modo o Mosteiro promove a Cultura local e incentiva o Turismo.
Nota: Ordem de Santa Cecília é um nome referencial que identifica Religiosos de Convento ou Mosteiro. Na Igreja não existe mais a palavra Ordem e sim Congregação. Em nosso caso é um nome fantasia que está  cadastrado na Receita Federal com o CNPJ Nº 02.897.661/0001-97 Para todos os efeitos formamos uma Ordem reconhecida no Brasil.

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Nossa Congregação Monástica (assim é reconhecida canonicamente) já recebeu da Santa Sé, todas as informações e procedimentos para se tornar um Priorado Sui Iuris.
Até que isso aconteça somos uma associação de fiéis”, como prevê o Direito Canônico para todas as fundações a partir de 1983, com a determinação especificada pelo Bispo no decreto de criação, como Congregação Monástica de clausura, segundo o modelo de São Bento do Ora et Labora. Por isso temos muita afinidade com nossos irmãos Beneditinos, a quem temos a maior consideração e respeito.
Nós estamos bem informados canonicamente de nossa situação na Igreja e nossa vida atual e os projetos do futuro são todos viáveis, desde que sigamos os passos determinados pela Legislação Eclesiástica vigente.
Por esse motivo podemos sonhar e com todas as letras maiúsculas, na projeção Canônica de nossa Congregação, que depende do cumprimento de formalidades, visto que diante de Deus dependemos  da força de nossa espiritualidade e não dos Decretos de ninguém; pois para seguir ao Cristo e seu Evangelho, a rigor, não precisamos de aprovações nem de decre-tos.
Graças a Deus tivemos um grande  patrono junto a Sé Apostólica que foi  o Cardeal  Dom Lucas Moreira Neves, de feliz  e constante memória em nosso Mosteiro. Ele e mais um outro Bispo brasileiro, foram os primeiros apreciadores de nossa Fundação que hoje conta com centenas só no Brasil.

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Registramos a doação de três máquinas de costura para os trabalhos dos Monges. Uma foi doada por Dona Elci  Cecilia Müller e outra  pelo Sr. Sérgio Kehl e esposa  sendo a terceira por uma pessoa que deseja ficar no anonimato, mas em perfeito estado e com muitos e variados pontos tocada a motor.

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Se você  Internauta tiver algum outro objeto  e deseja desfazer-se, conforme a distância que estiver situada, poderia interessar para nosso Mosteiro.
Estamos querendo adquirir duas máquinas galoneiras de 5 fios, em estado de uso. Se alguém souber quem tenha para vender por preço módico ou queira fazer doação, comunique-nos por e-mail ou por telefone (veja o rodapé)

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(0xx) 55 3281-2213(Operadoras 14 ou 21 )
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Mosteiro de Santa Cecilia
Endereço de correspondência: Caixa postal 73,
Cep 96570-000 Caçapava do Sul -RS - Brasil

Telefone para informações em  caso de problemas na telefonia:
Tel.  (0xx) 51 595-7702 (Operadoras 14 ou 21)





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