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| Ano: III Edição: Mensal N°: XXXV Mês: Setembro de 2006. | ||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||
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Artigos do Bispo:
Colunista: Revmo.Sr. Dom Irineu
Sílvio Wilges
Os apóstolos, após a descida do Espírito Santo, fortalecidos e iluminados, iniciaram a proclamar que este Jesus, que eles tinham crucificado por ignorância, era o Cristo, isto é, o Messias, o prometido por Deus Pai, através dos profetas, para a salvação da humanidade. A prova da verdade deste anúncio era a ressurreição de Jesus, da qual eles eram as testemunhas. “Crede nele, convertei-vos e estarão salvos”. Este anúncio se chama o querigma. Mas este querigma deve ser aprofundado. E isso acontece pela catequese. Assim em Antioquia, onde os seguidores de Jesus, pela primeira vez recebem o nome de cristãos, porque acreditavam que Jesus era o Cristo, Barnabé e Paulo permaneceram com eles um ano inteiro dando catequese, isto é, aprofundando o querigma. Quem são os primeiros catequistas? São os pais. Depois do nascimento os pais pedem o batismo para o seu filho. Depois a mãe vai explicando à criança as imagens de N. Sra., o crucifixo. Faz o sinal da cruz com água benta na sua testa. Ensina a rezar o Santo Anjo e a cantar: “Mãezinha do céu eu não sei rezar”. Os pais são os primeiros catequistas. Eles ensinam antes de tudo pelo exemplo: oração antes da refeição, ir à missa aos domingos ou ao culto, honrar pai e mãe, amar a Deus e respeitar os irmãozinhos e colegas, ser honesto. No judaísmo é o pai, que faz a ponte entre Deus e a sua família. Ele se sente, em primeiro lugar, responsável de, aos sábados, participar do culto na sinagoga, para apresentar a Deus a sua família, rezar por ela, pedir a benção. Ele é o pontífice, a ponte, entre Deus e a sua família. Oxalá que os nossos pais fossem assim. Por que será que os homens fogem da igreja como o diabo da água benta? As catequistas se queixam muitas vezes das enormes dificuldades para dar catequese. Problema de disciplina, de interesse. Uma paróquia chegou à conclusão que era necessário suspender a catequese das crianças e iniciar a catequese dos pais. E deu certo. A S. José e outras estão tentando um novo método para a catequese da crisma. Depois da família é a comunidade que deve ser uma comunidade “catequizante”. Como? Pelo exemplo de fé. “Quem crer será salvo”. De amor. “Vede como eles se amam’. De unidade. “Sede um como eu e o Pai somos um e nisto todos conhecerão que sois meus discípulos”. De oração. Uma comunidade orante. “Vigiai e orai sempre”. De caridade. Onde os pobres são amados. “Entre eles não existiam necessitados”. Quem é a catequista? É aquela que continua o trabalho dos pais. Para poder exercer este ministério ela estuda, por isso, precisa de livros. Precisa participar de encontros e congressos para se atualizar. “Catequese renovada”, “Diretório de Catequese”. Para trocar idéias. Novos métodos, nova linguagem, novo fervor. É preciso que as Diretorias ou Conselhos as apóiem também financeiramente na sua formação e atualização. A comunidade deve dar todo o seu apoio às catequistas de primeira comunhão e crisma. Todas os filhos são queridos, quando dormem, mas na catequese nem sempre é assim. Apoiá-las falando bem delas, ajudando. É preciso rezar por elas e não esquecer de dar um presente e um forte abraço de agradecimento nos dias da primeira comunhão e crisma. A catequista responsável na paróquia é o padre. Ele é o catequista. No meu tempo de guri os padres também davam catequese! O catequista responsável na diocese é o bispo. A catequese deve ser a menina de seus olhos. As catequistas são delegadas pelo bispo e pelo pároco para este ministério. Elas exercem em nome de Cristo, em nome do bispo, em nome do pároco, em nome da comunidade este lindo e difícil ministério. Que Jesus, o catequista por excelência, abençoe e proteja aos nossos queridos e dedicados catequistas.
Conversando com o povo de Deus(293) Deus quer a família! Na Bíblia nós lemos que Deus formou o homem do barro e inspirou-lhe um sôpro de vida. Mas Deus viu que não era bom o homem viver só e o fez cair num sono profundo, tomou-lhe então uma costela e fez dela uma mulher. “Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua mulher e já não são mais que uma só carne”. Jesus acrescenta: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança”. E Deus disse: Crescei e multiplicai-vos e enchei a face da terra e submetei-a. E Adão e Eva geraram Caim, Abel, Set, filhos e filhas. Eis num linguajar poético e popular a história da criação do homem e da mulher e da instituição da família. Deus instituiu uma família que consta de um homem e uma mulher (monogamia). E deu-lhes a missão de gerar filhos e filhas. E de submeter a terra (com responsabilidade). Por isso, a Igreja não pode aprovar o casamento senão entre homem e mulher. “A família já era”, se diz. De fato, não existe mais a família patriarcal. Família de muitos filhos reunidos ao redor do pai (patriarca), respeitado, e temido, às vezes, pelos filhos. A quem se pedia a bênção antes do dormir. Nem existe só mais a família constituída de filhos de um só pai e de uma só mãe. Existem cada vez mais casais de segunda, terceira, quarta união. É, entre os jovens, cada vez mais comum o ajuntamento em vez de casamento. Mulheres que querem um filho ou uma filha, mas sem convivência paterna. E assim por diante. A família tradicional está em crise. Por isso, a nossa diocese instituiu oficialmente a Pastoral Familiar. Por isso, a Igreja Católica instituiu a Semana da Família, que se iniciou domingo, dia do Papai. O tema que está sendo refletido é: Família que ama acolhe a vida, a defende e a promove. Há paróquias que estão realizando na Semana da Família um tríduo com palestras de um casal sobre este tema, também em comunidades rurais. Outras fizeram no domingo passado o Congresso da Família. Em outras ainda, começa-se o dia com a missa da família, com uma reflexão específica. A família que ama acolhe. Acolhe a Deus, a sua Palavra, os seus mandamentos. A família que ama se acolhe mutuamente. O marido a mulher. A mulher o marido. Os pais acolhem os filhos. Os filhos acolhem os pais. Os irmãos se acolhem mutuamente. Procuram andar juntos pelo perdão, pelo diálogo, pelo abraço, pelo bom dia, pelo tirar tempo para a família. Na família, onde se janta junto, os filhos são menos propensos ao fumo, à depressão, a problemas de notas. O jantar junto tem um valor nutritivo, educativo, psicológico e agregador. É o que nos relata a pesquisa feita pela Universidade de Columbia, segundo a revista Time. Família que ama acolhe as outras famílias e a sociedade com alegria. A minha família é uma família acolhedora? A família que ama defende a vida. A família é a coisa mais preciosa que eu tenho, é o meu tesouro. Se é assim eu vou defendê-la. Pois no ajuntamento não existe uma verdadeira família. Na separação temos a destruição de uma família, na qual os filhos sãos os mais prejudicados. Família que ama luta contra a infidelidade, a separação fácil e o crime do aborto. A minha família defende a vida? A família que ama promove a vida. Promove a paz. Promove outras famílias. O mundo de hoje, muitas vezes, promove a morte, isto é, a esterilização, o aborto, o casamento de homo-sexuais. Quem ama promove a comunidade, a sociedade, as relações humanas de amizade, de responsabilidade, de respeito em família, de solidariedade. A minha família promove a vida? “Abençoa, Senhor, as famílias, amém. Abençoa, Senhor, a minha também”. __________________________ MANIFESTO EVANGÉLICO
À sociedade brasileira:
Nós,
membros do grupo de discussões Cristãos Reformados,
evangélicos de várias confissões protestantes, por
meio deste manifesto, expressamos publicamente a nossa
indignação quanto ao recente escândalo da "CPI dos Sanguessugas" que envolve parlamentares da
bancada evangélica. Como cidadãos
brasileiros e como cristãos é com tristeza e
vergonha que lamentamos a falta de ética e os pecados da
mentira, cobiça e furto desses que estão sendo
investigados por corrupção. Tais fatos são um desrespeito a cada brasileiro e uma
afronta à nossa fé e a Deus - cujo Nome esses
parlamentares carregam. Pedimos às autoridades competentes que
exerçam, com justiça e responsabilidade, a
punição dos indiciados. Esperamos também que, com
o mesmo rigor, sejam disciplinados em suas igrejas. Por isso, é preciso que
a sociedade brasileira tenha conhecimento de que muitos dos herdeiros
históricos da "Reforma Protestante" não observam
passivamente essas denúncias e nem aprovam a prática
desonesta na política de qualquer cidadão - muito menos
quando ela ocorre pelas mãos de evangélicos deste
País. Vários de nós, como os integrantes deste
grupo, não só protestamos contra o baixo nível
ético que assola a nação, como também
ficamos perplexos pela falta de compromisso doutrinário e
espiritual com os princípios cristãos que presenciamos
nas igrejas evangélicas brasileiras. Lamentamos que, assim como o
cristianismo do século XVI estava em decadência, manchado
pela imoralidade de seu clero, escândalos de simonia, venda de
indulgências, sede de poder, distorção
doutrinária e podridão espiritual, as igrejas
evangélicas brasileiras padeçam, hoje, de males
semelhantes ou até piores que aqueles. Contra isso levantamos o
nosso protesto, fundamentados nos cinco pilares da Reforma Protestante:
Sola Scriptura, Solo Christo, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria.
Esses princípios divinos são extraídos das
Sagradas Escrituras e denunciam a falta de temor a Deus, o caos
ético e moral, e o vergonhoso procedimento de igrejas e
líderes evangélicos presentes em nossa sociedade.
Protestamos contra o abandono
da Sola Scriptura. Reafirmamos que somente a Bíblia deve ser
nossa única regra de fé e prática, a "carta magna"
dos evangélicos. Assim o fazemos pois
cremos que Deus é seu Autor. Hoje, muitos evangélicos pregam, não a Bíblia, mas o
personalismo, o materialismo, o curandeirismo, o profetismo, a
auto-ajuda e o misticismo. Tudo isso escorado em falsas visões e
revelações, as quais contradizem o ensino claro da
Palavra de Deus. Protestamos contra todo tipo de bispo,
apóstolo, pastor que colocam sua palavra no mesmo grau de
autoridade da Bíblia. Protestamos ainda contra a falta de
incentivo dos líderes em estimular os leigos à leitura da
Bíblia, criando, assim, um ambiente que permita o questionamento
e o aferimento dos ensinos e do modo de vida da própria
liderança. 2. Solo Christo - somente por
Cristo Protestamos contra o abandono
da doutrina do Solo Christo. Reafirmamos que a salvação
de cada homem ocorre somente por meio da obra infalível de
Jesus, o Cristo. Muitas igrejas evangélicas brasileiras
não mais anunciam "somente Cristo", mas sim a
salvação mediante exorcismos, dízimos e uma
obediência cega aos líderes, os quais, na verdade,
são falsos mestres que, pregando a si mesmos, adicionam outras
obras como necessárias à salvação. Assim,
por sórdida ganância, enganam o povo. Essas mazelas no
meio dos cristãos já foram profetizadas pelo
próprio Messias, como bem demonstram os Evangelhos e as
epístolas de Paulo, Pedro e João. Somos bem-aventurados
quando perseguidos somente por causa de Cristo, mas jamais pelo mau
testemunho dos cristãos evangélicos. Protestamos contra o abandono
da doutrina da Sola Gratia. Reafirmamos que é Deus, somente por
sua graça, Quem vai ao encontro do homem para salvá-lo.
Protestamos contra as mais variadas barganhas em troca de favores
divinos. Protestamos contra um "evangelho" antropocêntrico,
centrado no homem. Protestamos contra uma igreja que se preocupa mais
com o marketing e outras formas de agradar sua clientela, do que
proclamar a simples mensagem da maravilhosa graça por meio de
Cristo Jesus aos pecadores. Protestamos contra a pregação
de uma graça barata que não fala do arrependimento dos
pecados e da necessidade do poder transformador de Deus para viver a
vida cristã. Protestamos contra quaisquer outros meios estranhos
aos ensinos das Escrituras para a obtenção da
salvação ou qualquer outra graça. 4. Sola Fide - Somente pela
fé Protestamos contra o abandono
da doutrina da Sola Fide. Reafirmamos, neste nobre estandarte do
protestantismo, o ensino da justificação do homem somente
pela fé, e não por meio de quaisquer obras. Assim cremos,
pois a Bíblia afirma não haver obra humana capaz de
cobrir o pecado. A fé, pura e simples em Jesus, é
suficiente porque a Sua obra é suficiente para salvar o pior dos
pecadores. Protestamos contra a ressurreição de novas
formas de indulgências que obscurecem a salvação
somente pela fé. Exemplo disso é a compra de "objetos
abençoadores", aquisição de produtos ungidos e
pregação de fórmulas de prosperidade financeira e
emocional. Protestamos contra coerção para a entrega de
bens e dinheiro, abusando da boa fé e ingenuidade dos
fiéis que, assim, tornam-se presas de lobos disfarçados
de pastores. Protestamos contra o abandono do princípio de
doações voluntárias segundo o exemplo do livro de
Atos dos Apóstolos e a recomendação da Primeira
Epístola de Paulo aos Coríntios. Protestamos contra as
igrejas evangélicas que associam a salvação à qualquer observância de regras
extra-bíblicas que não podem salvar o homem de seu pecado
e muito menos conduzi-lo verdadeiramente a Deus.
Acima de tudo, protestamos
contra o abandono da doutrina da Soli Deo Gloria. Reafirmamos que toda
glória seja dada somente a Deus. Protestamos contra
evangélicos que glorificam suas próprias obras, suas
igrejas, seus templos, seus líderes e seus fiéis, mas
não glorificam com suas vidas ao Deus Único e Verdadeiro.
Protestamos contra aqueles que quebram a Lei de Deus, especialmente os
Dez Mandamentos, para executar sua própria lei, roubando,
mentindo, enganando a sociedade brasileira e maculando o sublime nome
de Cristo do qual afirmam que são discípulos. Protestamos
contra a prática pecaminosa e imoral de agentes políticos
para beneficiar somente às igrejas evangélicas ao
invés de se buscar o bem comum a todos os cidadãos
brasileiros. Protestamos contra líderes
A Deus somente toda a glória! Respeitosamente ao povo
brasileiro, Cristãos Reformados Brasil, Julho de 2006. Enviado
por:
__________________________ A Família Extraída da revista Época: O MILAGRE DO JANTAR EM FAMÍLIA O valor agregador de uma boa refeição em família já seria suficiente para justificar o ritual.
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