"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: III Edição: Mensal  N°:  XXXV           Mês: Setembro de  2006.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Artigos do Bispo + Irineu Sílvio Wilges.
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

Artigos do Bispo:                                                                                     Colunista:

 Revmo.Sr. Dom  Irineu Sílvio Wilges

Conversando com o povo de Deus(295) Todos somos catequistas.


D
escida do Espírito Santo

            Os apóstolos, após a descida do Espírito Santo, fortalecidos e iluminados, iniciaram a proclamar que este Jesus, que eles tinham crucificado por ignorância, era o Cristo, isto é, o Messias, o prometido por Deus Pai, através dos profetas, para a salvação da humanidade. A prova da verdade deste anúncio era a ressurreição de Jesus, da qual eles eram as testemunhas. “Crede nele, convertei-vos e estarão salvos”. Este anúncio se chama o querigma.

            Mas este querigma deve ser aprofundado. E isso acontece pela catequese. Assim em Antioquia, onde os seguidores de Jesus, pela primeira vez recebem o nome de cristãos, porque acreditavam que Jesus era o Cristo, Barnabé e Paulo permaneceram com eles um ano inteiro dando catequese, isto é, aprofundando o querigma.

            Quem são os primeiros catequistas? São os pais. Depois do nascimento os pais pedem o batismo para o seu filho. Depois a mãe vai explicando à criança as imagens de N. Sra., o crucifixo. Faz o sinal da cruz com água benta na sua testa. Ensina a rezar o Santo Anjo e a cantar: “Mãezinha do céu eu não sei rezar”. Os pais são os primeiros catequistas. Eles ensinam antes de tudo pelo exemplo: oração antes da refeição, ir à missa aos domingos ou ao culto, honrar pai e mãe, amar a Deus e respeitar os irmãozinhos e colegas, ser honesto. No judaísmo é o pai, que faz a ponte entre Deus e a sua família. Ele se sente, em primeiro lugar, responsável de, aos sábados, participar do culto na sinagoga, para apresentar a Deus a sua família, rezar por ela, pedir a benção. Ele é o pontífice, a ponte, entre Deus e a sua família. Oxalá que os nossos pais fossem assim. Por que será que os homens fogem da igreja como o diabo da água benta? As catequistas se queixam muitas vezes das enormes dificuldades para dar catequese. Problema de disciplina, de interesse. Uma paróquia chegou à conclusão que era necessário suspender a catequese das crianças e iniciar a catequese dos pais. E deu certo. A S. José e outras estão tentando um novo método para a catequese da crisma.

            Depois da família é a comunidade que deve ser uma comunidade “catequizante”. Como? Pelo exemplo de fé. “Quem crer será salvo”. De amor. “Vede como eles se amam’. De unidade. “Sede um como eu e o Pai somos um e nisto todos conhecerão que sois meus discípulos”. De oração. Uma comunidade orante. “Vigiai e orai sempre”. De caridade. Onde os pobres são amados. “Entre eles não existiam necessitados”.

Quem é a catequista? É aquela que continua o trabalho dos pais. Para poder exercer este ministério ela estuda, por isso, precisa de livros. Precisa participar de encontros e congressos para se atualizar. “Catequese renovada”, “Diretório de Catequese”. Para trocar idéias. Novos métodos, nova linguagem, novo fervor. É preciso que as Diretorias ou Conselhos as apóiem também financeiramente na sua formação e atualização. A comunidade deve dar todo o seu apoio às catequistas de primeira comunhão e crisma. Todas os filhos são queridos, quando dormem, mas na catequese nem sempre é assim. Apoiá-las falando bem delas, ajudando. É preciso rezar por elas e não esquecer de dar um presente e um forte abraço de agradecimento nos dias da primeira comunhão e crisma.

A catequista responsável na paróquia é o padre. Ele é o catequista. No meu tempo de guri os padres também davam catequese! O catequista responsável na diocese é o bispo. A catequese deve ser a menina de seus olhos. As catequistas são delegadas pelo bispo e pelo pároco para este ministério. Elas exercem em nome de Cristo, em nome do bispo, em nome do pároco, em nome da comunidade este lindo e difícil ministério. Que Jesus, o catequista por excelência, abençoe e proteja aos nossos queridos e dedicados catequistas.

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Conversando com o povo de Deus(293)  Deus quer a família!

 A família que ama promove a vida. Promove a paz.

            Na Bíblia nós lemos que Deus formou o homem do barro e inspirou-lhe um sôpro de vida. Mas Deus viu que não era bom o homem viver só e o fez cair num sono profundo, tomou-lhe então uma costela e fez dela uma mulher.  “Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua mulher e já não são mais que uma só carne”. Jesus acrescenta: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança”. E Deus disse: Crescei e multiplicai-vos e enchei a face da terra e submetei-a. E Adão e Eva geraram Caim, Abel, Set, filhos e filhas. Eis num linguajar poético e popular a história da criação do homem e da mulher e da instituição da família. Deus instituiu uma família que consta de um homem e uma mulher (monogamia). E deu-lhes a missão de gerar filhos e filhas. E de submeter a terra (com responsabilidade). Por isso, a Igreja não pode aprovar o casamento senão entre homem e mulher.

            “A família já era”, se diz. De fato, não existe mais a família patriarcal. Família de muitos filhos reunidos ao redor do pai (patriarca), respeitado, e temido, às vezes, pelos filhos.  A quem se pedia a bênção antes do dormir. Nem existe só mais a família constituída de filhos de um só pai e de uma só mãe. Existem cada vez mais casais de segunda, terceira, quarta união. É, entre os jovens, cada vez mais comum o ajuntamento em vez de casamento. Mulheres que querem um filho ou uma filha, mas sem convivência paterna. E assim por diante. A família tradicional está em crise. Por isso, a nossa diocese instituiu oficialmente a Pastoral Familiar. Por isso, a Igreja Católica instituiu a Semana da Família, que se iniciou domingo, dia do Papai. O tema que está sendo refletido é: Família que ama acolhe a vida, a defende e a promove. Há paróquias que estão realizando na Semana da Família um tríduo com palestras de um casal sobre este tema, também em comunidades rurais. Outras fizeram no domingo passado o Congresso da Família. Em outras ainda, começa-se o dia com a missa da família, com uma reflexão específica.

            A família que ama acolhe. Acolhe a Deus, a sua Palavra, os seus mandamentos. A família que ama se acolhe mutuamente. O marido a mulher. A mulher o marido. Os pais acolhem os filhos. Os filhos acolhem os pais. Os irmãos se acolhem mutuamente. Procuram andar juntos pelo perdão, pelo diálogo, pelo abraço, pelo bom dia, pelo tirar tempo para a família. Na família, onde se janta junto, os filhos são menos propensos ao fumo, à depressão, a problemas de notas. O jantar junto tem um valor  nutritivo, educativo, psicológico e agregador. É o que nos relata a pesquisa feita pela Universidade de Columbia, segundo a revista Time. Família que ama acolhe as outras famílias e a sociedade com alegria.  A minha família é uma família acolhedora?

            A família que ama defende a vida. A família é a coisa mais preciosa que eu tenho, é o meu tesouro. Se é assim eu vou defendê-la.  Pois no ajuntamento não existe uma verdadeira família. Na separação temos a destruição de uma família, na qual os filhos sãos os mais prejudicados. Família que ama luta contra a infidelidade, a separação fácil e o crime do aborto. A minha família defende a vida?

            A família que ama promove a vida. Promove a paz. Promove outras famílias. O mundo de hoje, muitas vezes, promove a morte, isto é, a esterilização, o aborto, o casamento de homo-sexuais. Quem ama promove a comunidade, a sociedade, as relações humanas de amizade, de responsabilidade, de respeito em família, de solidariedade. A minha família promove a vida?

  “Abençoa, Senhor, as famílias, amém. Abençoa, Senhor, a minha também”.

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MANIFESTO EVANGÉLICO 

À sociedade brasileira:

  Nós, membros do grupo de discussões Cristãos Reformados, evangélicos de várias confissões protestantes, por meio deste manifesto, expressamos publicamente a nossa indignação quanto ao recente escândalo da "CPI dos Sanguessugas" que envolve parlamentares da bancada evangélica. Como cidadãos brasileiros e como cristãos é com tristeza e vergonha que lamentamos a falta de ética e os pecados da mentira, cobiça e furto desses que estão sendo investigados por corrupção. Tais fatos são um desrespeito a cada brasileiro e uma afronta à nossa fé e a Deus - cujo Nome esses parlamentares carregam. Pedimos às autoridades competentes que exerçam, com justiça e responsabilidade, a punição dos indiciados. Esperamos também que, com o mesmo rigor, sejam disciplinados em suas igrejas.

 

Por isso, é preciso que a sociedade brasileira tenha conhecimento de que muitos dos herdeiros históricos da "Reforma Protestante" não observam passivamente essas denúncias e nem aprovam a prática desonesta na política de qualquer cidadão - muito menos quando ela ocorre pelas mãos de evangélicos deste País. Vários de nós, como os integrantes deste grupo, não só protestamos contra o baixo nível ético que assola a nação, como também ficamos perplexos pela falta de compromisso doutrinário e espiritual com os princípios cristãos que presenciamos nas igrejas evangélicas brasileiras.

 

Lamentamos que, assim como o cristianismo do século XVI estava em decadência, manchado pela imoralidade de seu clero, escândalos de simonia, venda de indulgências, sede de poder, distorção doutrinária e podridão espiritual, as igrejas evangélicas brasileiras padeçam, hoje, de males semelhantes ou até piores que aqueles. Contra isso levantamos o nosso protesto, fundamentados nos cinco pilares da Reforma Protestante: Sola Scriptura, Solo Christo, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria. Esses princípios divinos são extraídos das Sagradas Escrituras e denunciam a falta de temor a Deus, o caos ético e moral, e o vergonhoso procedimento de igrejas e líderes evangélicos presentes em nossa sociedade.


1. Sola Scriptura - somente pela Bíblia

 

Protestamos contra o abandono da Sola Scriptura. Reafirmamos que somente a Bíblia deve ser nossa única regra de fé e prática, a "carta magna" dos evangélicos. Assim o fazemos pois cremos que Deus é seu Autor. Hoje, muitos evangélicos pregam, não a Bíblia, mas o personalismo, o materialismo, o curandeirismo, o profetismo, a auto-ajuda e o misticismo. Tudo isso escorado em falsas visões e revelações, as quais contradizem o ensino claro da Palavra de Deus. Protestamos contra todo tipo de bispo, apóstolo, pastor que colocam sua palavra no mesmo grau de autoridade da Bíblia. Protestamos ainda contra a falta de incentivo dos líderes em estimular os leigos à leitura da Bíblia, criando, assim, um ambiente que permita o questionamento e o aferimento dos ensinos e do modo de vida da própria liderança.

 

2. Solo Christo - somente por Cristo

 

Protestamos contra o abandono da doutrina do Solo Christo. Reafirmamos que a salvação de cada homem ocorre somente por meio da obra infalível de Jesus, o Cristo. Muitas igrejas evangélicas brasileiras não mais anunciam "somente Cristo", mas sim a salvação mediante exorcismos, dízimos e uma obediência cega aos líderes, os quais, na verdade, são falsos mestres que, pregando a si mesmos, adicionam outras obras como necessárias à salvação. Assim, por sórdida ganância, enganam o povo. Essas mazelas no meio dos cristãos já foram profetizadas pelo próprio Messias, como bem demonstram os Evangelhos e as epístolas de Paulo, Pedro e João. Somos bem-aventurados quando perseguidos somente por causa de Cristo, mas jamais pelo mau testemunho dos cristãos evangélicos.

3. Sola Gratia - Somente pela graça

 

Protestamos contra o abandono da doutrina da Sola Gratia. Reafirmamos que é Deus, somente por sua graça, Quem vai ao encontro do homem para salvá-lo. Protestamos contra as mais variadas barganhas em troca de favores divinos. Protestamos contra um "evangelho" antropocêntrico, centrado no homem. Protestamos contra uma igreja que se preocupa mais com o marketing e outras formas de agradar sua clientela, do que proclamar a simples mensagem da maravilhosa graça por meio de Cristo Jesus aos pecadores. Protestamos contra a pregação de uma graça barata que não fala do arrependimento dos pecados e da necessidade do poder transformador de Deus para viver a vida cristã. Protestamos contra quaisquer outros meios estranhos aos ensinos das Escrituras para a obtenção da salvação ou qualquer outra graça.

 

4. Sola Fide - Somente pela fé

 

Protestamos contra o abandono da doutrina da Sola Fide. Reafirmamos, neste nobre estandarte do protestantismo, o ensino da justificação do homem somente pela fé, e não por meio de quaisquer obras. Assim cremos, pois a Bíblia afirma não haver obra humana capaz de cobrir o pecado. A fé, pura e simples em Jesus, é suficiente porque a Sua obra é suficiente para salvar o pior dos pecadores. Protestamos contra a ressurreição de novas formas de indulgências que obscurecem a salvação somente pela fé. Exemplo disso é a compra de "objetos abençoadores", aquisição de produtos ungidos e pregação de fórmulas de prosperidade financeira e emocional. Protestamos contra coerção para a entrega de bens e dinheiro, abusando da boa fé e ingenuidade dos fiéis que, assim, tornam-se presas de lobos disfarçados de pastores. Protestamos contra o abandono do princípio de doações voluntárias segundo o exemplo do livro de Atos dos Apóstolos e a recomendação da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios. Protestamos contra as igrejas evangélicas que associam a salvação à qualquer observância de regras extra-bíblicas que não podem salvar o homem de seu pecado e muito menos conduzi-lo verdadeiramente a Deus.


5. Soli Deo Gloria - Somente para a glória de Deus

 

Acima de tudo, protestamos contra o abandono da doutrina da Soli Deo Gloria. Reafirmamos que toda glória seja dada somente a Deus. Protestamos contra evangélicos que glorificam suas próprias obras, suas igrejas, seus templos, seus líderes e seus fiéis, mas não glorificam com suas vidas ao Deus Único e Verdadeiro. Protestamos contra aqueles que quebram a Lei de Deus, especialmente os Dez Mandamentos, para executar sua própria lei, roubando, mentindo, enganando a sociedade brasileira e maculando o sublime nome de Cristo do qual afirmam que são discípulos. Protestamos contra a prática pecaminosa e imoral de agentes políticos para beneficiar somente às igrejas evangélicas ao invés de se buscar o bem comum a todos os cidadãos brasileiros. Protestamos contra líderes
que oferecem seus púlpitos à propaganda política em troca de favores. Protestamos contra todos aqueles que ambicionam a sua própria glória. Protestamos contra a quebra egocêntrica dos dois maiores mandamentos: amar a Deus e ao próximo.


Final

Por fim, apesar da vergonha que temos tido por levar sobre nós o nome de "evangélicos", reconhecemos que nem todos os chamados por esta alcunha têm agido de forma vergonhosa e antibíblica. Há, ainda, pastores e igrejas vivendo de modo íntegro o verdadeiro Evangelho de Jesus. Existem os que verdadeiramente são perseguidos por causa de Cristo. Muitos ainda têm as Sagradas Escrituras como única regra de fé e prática. O rebanho do Pastor supremo tem sido guiado ainda por genuínos cajados. São cristãos evangélicos que, assim como nós, protestam contra igrejas que se dizem herdeiras do protestantismo, mas que se distanciaram dos fundamentos da Reforma Protestante. Suplicamos a Deus que tenha misericórdia de nossas igrejas, pois sabemos que o julgamento do Supremo Juiz começará na Sua própria casa. Suplicamos pelo Brasil para que tenha governantes dignos da imagem de Deus que carregam - sejam eles evangélicos ou não. Suplicamos a Deus por nossos pecados. Humilhamo-nos diante de Cristo como cidadãos brasileiros e cristãos evangélicos suplicando ao Senhor por verdadeiras reformas em nossas vidas e neste amado País, o qual a Providência nos deu para bem cuidar como fiéis mordomos.

 

A Deus somente toda a glória!

 

Respeitosamente ao povo brasileiro,

 

Cristãos Reformados

 Brasil, Julho de 2006.

Enviado por:              
  Revmo.Sr. Dom  Irineu Sílvio Wilges

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A Família

                        Extraída da revista Época:

 O MILAGRE DO JANTAR EM FAMÍLIA

 

 O valor agregador de uma boa refeição em família já seria suficiente para justificar o ritual.

             Mas pesquisas recentes, publicadas na semana passada na revista Time, aumentam a lista de benefícios:

 - há  o valor nutritivo,
 - o valor educativo,
 - o valor psicológico.

             Segundo estudos , crianças que comem  juntos com os pais tem menos chances de fumar, entrar em depressão, tirar notas baixas na escola.

 Segundo pesquisadores da Universidade de Columbia, crianças que cultivam esse hábito tem maiores probabilidades de tirar notas A e B nas provas.

 Extraído de “Comunicação Diocesana – Erechim – Agosto 2006

 
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