![]() |
|
|||||
| |
Ano: II Edição: Mensal N°: XXI Mês: Julho de 2005. | |
||||
|
|
Informativo
Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia |
|
||||
| |
||||||
|
Artigos do Bispo:
Colunista:
Revmo.Sr. Dom Irineu
Sílvio
Wilges
Conversando com o povo de Deus(238). Controle da natalidade.
Quando Deus criou o homem e a mulher, Deus lhes disse:
“Crescei e multiplicai-vos e enchei a face da terra”. “Por isso, o
homem deixará pai e mãe e se unirá à sua
mulher e eles formarão uma só carne”. Mas Deus não
indicou o número de filhos. Deus disse: Crescei. Quando um casal
gera só um filho ele cresceu? Ou ele precisa gerar ao menos dois
ou então três? Eu sou de uma família com poucos
filhos. Eu sou filho único e a minha irmã é filha
única! A família da mamãe e do papai foi muita
mais numerosa. Cada uma teve sete filhos. Hoje, quando se fala das
famílias numerosas do passado ri-se. “Para que tantos filhos? Os
culpados foram os padres que exigiam família numerosa”.
Até se dizia que o seminarista que era de família pouco
numerosa não tinha vocação para o
sacerdócio. Quantas vezes me disseram isso! Eu digo que a
família numerosa, além das razões alegadas, era
uma necessidade sociológica e econômica do tempo. Imagina,
no campo, na colônia, como se diz em Santa Cruz, como vencer a
natureza agreste sem escravos e só com um filho ou dois?
Vocês acham que se naquele tempo tivessem tão poucos
filhos como hoje, existiriam as grandes cidades que temos e haveria
tantos habitantes como hoje? Teríamos sem dúvida mais
florestas, mais fauna e menos habitantes. Foi por causa das
famílias numerosas que o norte do RS foi colonizado, assim Santa
Catarina, Paraná, Mato Grosso e
assim por diante. Hoje, a população brasileira é
cada vez mais
urbana, morando em “apertamentos”! O consumismo não permite mais
famílias numerosas. Assim também as exigências do
ensino.
Muita gente afirma, até gente que se pensa estudada, que a Igreja católica é contra o controle da natalidade. O que não é verdade. Ela é a favor, mas não com qualquer método. Ela é a favor de uma paternidade e maternidade responsáveis. Diz que os próprios cônjuges devem, diante de Deus, determinar o número dos filhos que podem criar e educar, levando em conta as condições materiais e espirituais. O bem próprio e o bem dos filhos. Da comunidade e da própria Igreja. Assim se lê na Gaudium et Spes, nº 50. Talvez a Igreja deveria acentuar mais isso. Mas de outro lado me pergunto: È preciso? Há os que dizem que a Igreja é culpada de que as famílias pobres, de que as famílias da periferia tenham tantos filhos? Penso que não. Pergunto, estas famílias vão à missa, freqüentam os sacramentos, participam da comunidade? Não. Os pobres sentados às portas de nossas igrejas, pedindo esmola, não participam da missa. Nem sabem o que o padre falou ou não é assim? Perguntem aos pobres se eles sabem qual é a doutrina da Igreja sobre o controle da natalidade? Eles não sabem. Logo eles têm muitos filhos, não é por causa da Igreja. As causas são outras. Talvez as injustiças sociais. A péssima distribuição da renda nacional. A realidade nos mostra que, na medida em que uma família sobe na escala social, ela diminui automaticamente o número dos filhos ou não é assim? “Mas nós queríamos distribuir anti-concepcionais, camisinhas, fazer laqueaduras, vasectomias, tudo grátis, mas a Igreja não deixa”. Desde quando o estado laico obedece à Igreja? Eu dizia aos meus parentes na Alemanha, por ocasião de uma visita: “Ajudem-nos antes a progredir economicamente, pagando um preço mais justo para o nosso café e os artigos que exportamos e nós resolveremos sós o problema da natalidade”. Quantos filhos tem os nossos católicos praticantes?Um, dois, três. Então a Igreja é culpada de que os pobres tenham tantos filhos? |
|
||||
| |
|
|
||||
| |
|
|
||||
| |
|
|||||
|
||||||
|
||||||
| |
|
|
||||
| ©Copyright
desde
6.8.2003 à 2005 Congregação
Monástica de Santa Cecilia |