"O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)
O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)
"O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: I           Edição: VII           Mês: Maio de   2004.           Edição: Mensal 



Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia





Artigos do Bispo



Artigos do Bispo:                                                                                           
                                                                                                    Colunista:
Revmo. Sr. Dom  Irineu Sílvio Wilges
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Conversando com o povo de Deus(177)

A paixão de Cristo. Já cerca de 3 milhões de brasileiros assistiram o filme de Mel Gibson. Em Santa Cruz do Sul mais de 5 mil. Quantos assistiram à leitura da Paixão de Cristo no Domingo de Ramos ou na Sexta-Feira Santa? Certamente muito menos. Está todo mundo falando do filme, alguns falam das diversas encenações da paixão acontecidas na cidade ou pelo país afora, mas não ouvi ninguém falar das leituras. Por que? Por que a mídia faz a cabeça das pessoas, dizendo que é um filme anti-semita? Um filme sádico, porque gosta de mostrar o sofrimento? Por que o visual forte impacta mais que uma encenação e a simples leitura? Certamente.
Quero partilhar com o leitor diversas reações havidas diante do filme pelo mundo afora. A primeira que me veio, via Internet, conta o caso de um ladrão norte-americano de Meza, Arizona, que depois de ter visto o filme, juntamente com a sua mãe, sentiu-se motivado a se entregar à polícia. Em Santa Cruz um grupo de 15 pessoas após o filme reuniu-se no estacionamento para rezar. Um amigo me contou que viu o filme em Porto Alegre. Quando chegou na sala viu que estava cheio de adolescentes e pensou consigo: “ Escolhi mal o horário. Certamente vão bagunçar”. Qual não foi o seu espanto quando começou o filme todo mundo ficou quieto, em silêncio. No fim do filme todos aplaudiram com uma salva de palmas.Vi na TV Canção Nova, durante a semana santa, um senhor dizendo que viu o filme. Depois disse ao filho engenheiro: “Você deve ir ver o filme a Paixão de Cristo”. “Pai, já fui”. “E daí?”. “Pai, depois do filme tive vontade de ir a igreja”. Vi também pela REDE TV uma entrevista com diversas pessoas, entre os quais estavam um padre jovem, o conhecido  Pe. Quevedo, um radialista e uma senhora, e o testemunho que eles deram do filme foi muito positivo. “Há cenas de violência? Há. Mas não se pode ocultar os fatos verdadeiros. Por ocaso, a TV não nos mostra diariamente cenas de violência? E ninguém se escandaliza. E alguém se converte? Não. Diante da Paixão de Cristo, sim. O filme está faturando? Sim, e daí? Muitos filmes medíocres não faturaram? O filme nos mostra que diante do sofrimento de Jesus ninguém pode ficar indiferente”. Como pode ter notado, ninguém falou em anti-semitismo. Ninguém falou em sadismo. Por que? Porque o filme transmite nobreza, amor, e perdão. O Cristo ensina: “Amai-vos uns aos outros com o eu vos amei”. Ele curou a orelha de Malco. Ele perdoa a seus inimigos. Ao ladrão arrependido promete o céu. Entrega a mãe aos cuidados de João,que durante todo o filme não diz uma palavra, mas está presente desde o início até o fim. Nicodemos e José de Arimatéia protestam contra o julgamento ilegal às 3h da madrugada. O Cireneu ajuda a Jesus a carregar a cruz. Quem não se comove diante da cena Jesus e Cireneu carregando juntos a cruz com as mãos que se tocam.? Quem não se comove diante da figura extraordinária de Maria, a sua mãe, fiel ao seu filho até o fim e do gesto de Verônica que enxuga a face de Jesus? Por isso, o filme não deprime mas enleva, converte. Eu também vi o filme e pretendo vê-lo novamente. E você?

 









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