Brasão da Futura Abadia Ceciliana
Monges Contemplativos no Mundo
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História da Nova Congregação Monástica



Somos Monges Contemplativos dentro do espírito monástico primitivo, porém, com adaptações ao mundo moderno, principalmente  ao Magistério da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, mormente o Concilio Vaticano II.
Não somos filiados a nenhuma Ordem Antiga, muito embora rendamos respeito a venerabilidade  pelo  conceito que elas gozam  com a Igreja e com o povo.
São Pacômio é o ponto de partida de nosso programa monástico. Com ele arrolamos outros grandes mestres do monaquismo, como Pafnúcio, Macário velho e Macário novo, Santo Agostinho, São Basílio e São Bento, Pai do monaquismo ocidental e renomado mestre nesse tipo de espiritualidade.
Ao criarmos um novo modelo de Monge, com uma Regra que, sendo severa é, ao mesmo tempo, moderna e elástica, dentro do programa da Igreja que é missionária e peregrina.
Nos intitulamos, até que alguém diga e prove o contrário, como iniciadores do chamado Neo-Monaquismo.
Em razão disto não fazemos "voto de estabilidade" os Monges poderão optar por viver em outro Mosteiro, da mesma Congregação ou serem transferidos por motivos especiais para qualquer tipo de ajuda, dentro de alguma   especialização, onde se fizer necessário para expansão da Obra. Resplandece, assim, o caráter peregrino do Monge e da Igreja que ele professa, como Cristo na Galiléia e os Apóstolos na sua missão por terras estrangeiras, após o Pentecostes, com o fim precípuo de fundar a Igreja e espalha-la até os confins da terra. Remontando os primórdios do monaquismo cristão, encontramos um grande numero de Monges que, até certo ponto, foram peregrinos, dedicando-se a trabalhos de construção ou vendedores ambulantes para ajudarem  na manutenção de seus mosteiros.
Levar a Contemplação de Deus ao mundo é um imperativo do Monge Ceciliano. Ele poderá realizar este projeto por meio das expressões artísticas, marcadamente a Música Sacra e por meio da pregação, quando necessário for. O novo modelo de Monge prepara seus  enclausurados para viverem, profundamente, a presença de Deus, mesmo em atividades que exijam sua presença junto ao povo. Amantes do silêncio do claustro, imbuídos de um espírito evangelizador, levarão a Contemplação de Deus ao mundo mergulhado na dispersão, nas futilidades e nas quinquilharias de uma vida que, afastada de Deus, perde o seu maior  e legítimo sentido.
Nós usamos  dois tipos de hábito feito em modelos diferentes; um oficial, cor preta e outro de todo dia na cor cinza chamado Anderil,  conforme estilo das batinas do clero Ortodoxo.
O hábito não faz o Monge, mas o identifica. Como a palavra já diz, hábito significa habitação ou moradia. O Monge mora dentro de seu burel. Ali esconde seu corpo dos olhares mundanos. A presença do hábito numa sociedade laicizada, quase atéia, já é um sinal de Deus e uma pregação silenciosa. Intimidar-se diante dos descrentes, dos frívolos e dos irreverentes é orgulho e hipocrisia, pois esconder a identidade pessoal não confere com o decidido e arauto soldado de Cristo. Os Monges Cecilianos jamais deixarão de trajar sua "farda" monástica por medo do mundo ou por vergonha de sua missão.
Nossa fundação ocorreu em 11 de Outubro de 1998 e a Aprovação Canônica Diocesana em 4.6.2001. pela Diocese de Cachoeira do Sul-RS -Brasil sendo Bispo Diocesano Dom Irineu Silvio Wilges ofm.
Nos primeiros 4 anos fizemos firmar a espiritualidade e a ascética da Congregação Monástica. A partir dos 4 anos nesse árduo trabalho espiritual intentamos para consolidar a parte econômica do Mosteiro. Não foram poucos os percalços nessa área, mas, recém agora, começamos a encontrar soluções viáveis que serão postas em prática nos meses e anos subseqüentes. Nesse ínterim recebemos a doação, por testamento e com uso e fruto do proprietário Mons. Arlindo Rubert octogenário e benemérito sacerdote e escritor  historiador,  de um complexo habitacional para ser criado nosso 2º Mosteiro e fica localizado em Fortaleza dos Valos na Diocese de Cruz Alta, neste estado do Rio Grande do Sul- Brasil. Pela maneira inédita como ele, Mons. Arlindo Rubert, recebeu o aviso espiritual numa madrugada em que havia perdido o sono, ele mesmo e nós constamos que veio de Deus e com isso tivemos mais certeza de que esta Obra é do Espírito Santo. Fomos motivados a permanecer fiéis, já que, "estando assentados juntos em nome do Senhor Jesus Cristo" (I Cor.5,4) "de modo que nós permaneçamos sem ansiedade e o santo propósito estabelecido não tenha de hesitar; mas todos unânimes, e tendo um mesmo sentimento, como está escrito em Fl2,2 e honrando uns aos outros cf.Rm. 12,10, guardem com uma contínua vigilância o que o Senhor prescreveu" (Da Regra dos Padres) "Certos de que, vivendo os caminhos, ora apontados, receberemos uma recompensa cf. II Jo 8, e que vivendo a Doutrina do Senhor, possuiremos o Pai e o Filho" (cf. II Jo.9)
Foram estes sentimentos unidos a uma santa teimosia e perseverança, coragem e espírito destemido que levaram-nos a  investir nesta nova fundação, talvez a primeira no gênero depois do vaticano II e nos albores do novo milênio do Cristianismo.
A bem da verdade não tem sido fácil levar adiante o projeto.  Nos primeiros dois anos enfrentamos grande resistência inclusive de  membros da Hierarquia Eclesiástica. Sem recursos econômicos, concretamente estabelecidos, foram, esses anos, de grandes incertezas, aliados a incompreensões, abandono e muita solidão; não aquela solidão monástica proposital para a Contemplação, mas a outra solidão de sentir-se  desprezado, relegado e "patinho feio" da ninhada.
Felizmente, contamos com a maciça ajuda dos leigos amigos que não deixaram faltar o pão na mesa monástica na novel Comunidade. Com a Aprovação Canônica pelo Bispo Diocesano  e o delineamento de caminhos a serem seguidos, contando, sem dúvida com a firmeza dos fundadores, atualmente a Congregação Monástica tem seus rumos definidos e já conseguiu auto-firmar-se e delinear, não só seu carisma, como a sua manutenção econômica, rumo a independência inclusive de Priorado "Sui Iuris"  Novos e bons candidatos se apresentam e prometem  a continuidade bem sucedida da Obra iniciada tão simples e tão pobre.
Graças ao bom Deus, não tem nos faltado  benfeitores que, prodigamente, cercam o Mosteiro com seu aporte financeiro, crendo que "é dando que se recebe" como dizia o grande Pai São Francisco.
Contamos com o apoio do estimado Bispo Diocesano Dom Irineu Silvio Wilges ofm e Dom Aloísio Sinésio Bohn, nosso Bispo Canonista e divulgador diletante de nosso programa monástico, desafiante dos novos tempos  qual barco que sulca por mares desconhecidos, quebrando as ondas    


Monges Cecilianos






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