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| Pequena história de Santa Cecilia |
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Prefácio
Muitos foram os pedidos de uma “história de Santa Cecilia,” como dizem as
pessoas, e nós não tinhamos uma que fosse convin-cente e coerente com a
verdade dos fatos, mostrando a grandeza dessa mártir dos pri-mórdios da Igreja,
com argumentos baseados numa pesquisa séria e sob a orientação da própria
Igreja.
Queremos dirimir, qualquer dúvida da existência de Santa Cecília, já que, infeliz-mente, muitos dos grandes santos do início do cristianismo, estão sendo questionados se existiram ou não. Pouco conhecida, quase ninguém sabe so-bre essa donzela tão santa e, seguidamente, se ouve a pergunta: Quem foi Santa Ceci-lia? Nós Cecilianos consideramos Santa Cecilia uma verdadeira contemplativa de Deus no mundo, por sua vida de oração, de êxtase, se assim podemos dizer sem o perigo de exagerar, sua amizade para com os pobres e sua fé inquebrantável no Cristo, por cuja causa ela consagrou-se castamente, e culminou sendo coroada com a graça do martírio de sangue, que fluiu, de modo semelhante ao seu Divino Mestre, para regar os primórdios de nossa fé Católica e Apostólica. Compilamos esta história, de forma resumida, do livro que vai mencionado ao final deste modesto e despretensioso trabalho, o qual poderá preencher uma lacuna quanto a elucidação mais contun-dente da vida de nossa querida padroeira. Colocamos em evidência não tanto os fatos históricos familiares dela, mas sua trajetória no mundo como seguidora de Cristo, en-fim, como santa e exemplo para os cristãos de todas as épocas, mormente os de nosso tempo, ainda mais hoje em que todos os valores do evangelho são questionados à luz de uma ciência sem fé e sem razão, pois o que vale é a prova concreta e material das coisas. Tivemos a ousadia de compilar nova Oração de Santa Cecilia por não encontrar-mos sentido nas que chegaram às nossas mãos, com muitos floreios e utopias que não convencem o fiel simples e crente que reza usando o coração no jeito e costume brasileiro. Além de que algumas orações não condizem perfeitamente com a doutri-na da fé e são de uma fluência literária corriqueira e empobrecida, ficando a im-pressão de que uma é plágio da outra, e tanto faz rezar para um santo como para o outro, basta mudar o nome do santo e a temática do texto é igual. O Hino que consta no final não é uma grandiosa poesia, nem tivemos a pretensão de que assim fosse, mas é condizente com os fatos principais de sua história e rima bem com as quadras da música composta em estilo festivo e marcial. Santa Cecília é padroeira da Ordem que leva seu nome, por causa do título da Música, mas sua vida também é um modelo de santidade que muito bem se enquadra nas propostas de nossa Santa Ordem. | ||||||||
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