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| Ano: III Edição: Mensal N°: XXXIV Mês: Agosto de 2006. | ||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||
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Sacerdotes do
Altíssimo
Dr. Rafael Vitola Brodbeck "Teme o Senhor com toda a tua alma, e venera os seus
sacerdotes." (Eclo 7,31) Já
escrevi sobre o tema. Parodiando, todavia, São Bernardo ao
referir-se à Santíssima Virgem, do padre nunca é
demais falar. Mais que um pregador oficial, ou administrador paroquial,
é ele um sacerdote, i.e., um sacrificador, alguém
incorporado a Cristo de modo essencialmente diferente em
relação aos demais fiéis (cf. Cat., 1547).
Sacerdote por sua íntima e misteriosa participação
no único, supremo e suficiente sacerdócio de Cristo, que
Se ofereceu ao Pai no altar da Cruz por nossos pecados,
sacrifício esse, também único, supremo e
suficiente, tornado novamente presente na Missa. Muitos
abusos, desobediências e erros doutrinários
contemporâneos partem de um desconhecimento do que a Igreja
ensina ser o sacerdote. Talvez na ânsia pela justa unidade dos
cristãos, mas movidos por uma equivocada idéia do que
seja o legítimo empenho ecumênico incentivado pelos Papas,
somado esse fator a uma certa formação defeituosa no
dogma católica, que, por vezes, tem por base o princípio
da revisão doutrinária - o que vem a ser,
fundamentalmente, o modernismo, condenado pela Pascendi Dominici
Gregis, precursor do progressismo hodierno -, alguns teólogos
professam crença tipicamente protestante: a da igualdade entre
padres e leigos. Sustentam, desse modo, em sua heresia, que os
sacerdotes e os outros crentes são exatamente da mesma maneira
vinculados a Cristo e que, se diferença já entre eles,
esta é puramente de grau. A Ordem, assim, de sacramento que
imprime caráter indeléval na alma, como a entende a
fé católica (cf. Concílio de Trento, DS 1767;
Concílio Vaticano II, Dec. Presbyterorum Ordinis, 2; Cat.,
1582), torna-se, para essa classe de teólogos progressistas,
mera investidura no ofício de pregadores e administradores de
igreja. Tal como preceituava Lutero! Falso ecumenismo que, em vez de
dialogar com protestantes, nossos irmãos separados,
protestantiza católicos, sem que estes deixem formalmente o
grêmio da Igreja de Roma! Pio
XII, na Mediator Dei, recolhia o ensino de que o sacerdote "faz
as vezes do próprio Sacerdote Jesus Cristo". Pela Ordem,
não são os ministros que a receberam meros pregadores
religiosos, animadores de Missa ou líderes de comunidade, de uma
parcela do povo de Deus, mas "verdadeiros sacerdotes do
Novo Testamento." (Concílio Vaticano II, Const. Dogm. Lumen
Gentium, 28) Se
entre a Cruz e a Missa há identidade substancial, também
esta existe entre Cristo e o padre (cf. Cat., 1545), o qual age em Sua
Pessoa, in Persona Christi, mais do que em Seu Nome
(cf. op. cit., 1548). O sacerdote é a reprodução
de Jesus Cristo e a sua missão é a de Jesus Cristo:
oferecer o sacrifício da Cruz na Missa para nos conquistar a
graça. Bem
fizeram Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, ao louvar a digna
condição objetiva dos sacerdotes (apesar da má
condição moral subjetiva de uns poucos deles). É
na esteira dos Papas que rendo meu louvor aos padres, aos quais sou
eternamente agradecido. Dr. Rafael Vitola
Brodbeck ***************************************************************** |
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