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| Ano: IV Edição: Mensal N°: LVIII Mês: Agosto de 2008. | |||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | |||||
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Doutrina
Católica:
Colunista
Dom Elias do
Espírito Santo osc
O céu
e a terra 59. O que Deus criou? A Sagrada Escritura diz: “Deus criou o céu e a terra” (Gn 1,1). A Igreja, na sua profissão de fé, proclama que Deus é o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, de todos os seres espirituais e materiais, ou seja, dos anjos e do mundo visível e, de modo particular, do homem. Os anjos
são criaturas puramente
espirituais, não-corpóreas, invisíveis e imortais,
seres pessoais dotados de
inteligência e de vontade. Eles, contemplando Deus face a face
incessantemente,
glorificam-no, servem-no e são seus mensageiros no cumprimento
da missão de
salvação para todos os homens.
A Igreja se une aos anjos para adorar a Deus, invoca a assistência deles e celebra liturgicamente a memória de alguns. “Cada
fiel tem ao próprio lado um anjo como protetor e pastor,
para o conduzir à vida”.
(São Basílio
Magno). 62. O que ensina a Sagrada Escritura
acerca
da criação do mundo visível? Por meio da narração dos “seis dias” da criação, a Sagrada Escritura nos faz conhecer o valor da criação e a sua finalidade de louvor a Deus e de serviço ao homem. Todas as coisas devem a própria existência a Deus, do qual recebe a própria bondade e perfeição, as próprias leis e o próprio lugar no universo. O homem é o cume da criação visível, porquanto é criado à imagem e semelhança de Deus. 64. Que tipo de ligação
existe entre as
coisas criadas? Existe entre as criaturas uma interdependência e uma hierarquia queridas por Deus. Ao mesmo tempo, existe uma unidade e solidariedade entre as criaturas, pois todas têm o mesmo criador, são por ele amadas e estão ordenadas à sua glória. Respeitar as leis inscritas na criação e as relações que derivam da natureza das coisas é, portanto, princípio de sabedoria e fundamento da moral. 65. Que relação
há entre a obra da criação e
a da redenção? A obra da criação culmina na obra ainda maior da redenção. Com efeito, esta dá início à nova criação, na qual tudo encontrará seu pleno sentido e seu cumprimento.
Fonte: “Compêndio do Catecismo da Igreja Católica”, promulgado por Sua Santidade o Papa Bento XVI, mediante o “Motu Proprio” de 28 de Junho de 2005. Comentário
Catequético Deus criou, pois, o céu e a terra. Pelo nome comum de céu, entendemos principalmente os puros espíritos – seres simples, imateriais, dotados de inteligência e vontade, superiores ao homem e completos em si mesmos, isto é, não destinados a fazer parte de outra substância (puros, isto é, só espírito). Diferem da alma humana, que é espírito, mas destinada a ser unida a um corpo para formar integralmente o ser humano. Esses puros espíritos são chamados pela Sagrada Escritura “Anjos”, isto é, mensageiros, núncios. O Antigo e Novo Testamento falam deles bastantes vezes: desde o Anjo que Deus pôs a guardar a entrada do Paraíso terrestre, quando foram dali expulsos Adão e Eva, até aos Anjos mais de uma vez nomeados no Apocalipse. Seu número é grande: - diferentes entre si pelos dotes, mais excelentes uns que os outros, formam três hierarquias em nove coros: - Anjos, Arcanjos, Principados. Potestades, Virtudes, Dominações, Tronos, Querubins e Serafins. Os Anjos foram criados para louvar a Deus e gozar-Lhe a felicidade. Grande número lhe foi fiel, prestou-Lhe a homenagem devida e foi confirmado na Graça. Outros, guiados por Lúcifer, se rebelaram contra Deus, pecando por orgulho, e por isso, foram precipitados do céu ao fogo eterno, preparado propositadamente para eles. Temos, pois, duas espécies de puros espíritos: os espíritos bons ou Anjos bons e os espíritos maus ou demônios. Os Anjos são ministros invisíveis de Deus e também foram escolhidos para a guarda de cada ser humano: estes se chamam o Anjo da Guarda. ***************************************************************** |
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