![]() |
![]() |
![]() |
|||
| Ano: IV Edição: Mensal N°: LIII Mês: Março de 2008. | |||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | |||||
|
|
|||||
|
Doutrina Católica: Colunista
Dom Elias do Espírito Santo osc
CAPÍTULO SEGUNDO Creio “JESUS CRISTO PADECEU SOB
PÔNCIO PILATOS,
FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO” 112. Qual a importância do
Mistério pascal
de Jesus? 113. Com que acusações
Jesus foi condenado? 114. Como se comportou Jesus em
relação à
Lei de Israel? 115. Qual foi a atitude de Jesus em
relação
ao templo de Jerusalém? 116. Jesus contradisse a fé de
Israel no
Deus único e salvador? 117. Quem é responsável
pela morte de
Jesus? 118. Por que a morte de Cristo faz
parte do
desígnio de Deus? 119. De que modo Cristo se ofereceu
ao Pai? 120. Como se exprime na última
Ceia a
oferta de Jesus? 121. O que acontece na agonia do
horto do
Getsêmani? 122. Quais são os efeitos do
sacrifício de
Cristo na cruz? 123. Por que Jesus chama os seus
discípulos
a tomar a cruz deles? 124. Em que condições
estava o corpo de
Cristo enquanto se encontrava no túmulo? Fonte: “Compêndio do Catecismo da Igreja Católica”, promulgado por Sua Santidade o Papa Bento XVI, mediante o “Motu Proprio” de 28 de Junho de 2005.
Comentário
Catequético O que nos diz o tema da epígrafe “Jesus Cristo padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado”? A Quaresma é um tempo de penitência, jejuns, e a conversão dos pecadores com o objetivo de preparar dignamente a Celebração anual da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Neste período litúrgico a Igreja nos faz um apelo à conversão com uma mais intensa oração, pela prática da penitência e da mortificação corporal e espiritual, obras de misericórdia e com leituras bíblicas e patrísticas comovedoras, das quais oferecem um riquíssimo mosaico tanto o Breviário como o Missal quaresmais. Hoje a principal preocupação da Igreja durante a Quaresma é o cumprimento pascal e a recristianização da sociedade cristã, tendente a paganizar-se. A culminância da Quaresma e o ápice da vida cristã é o Tríduo Pascal em que contemplamos o Mistério da Redenção e a Ressurreição de Jesus Cristo. Eis o tempo de conversão e de nos aproximarmos do Reino do Messias implorando o perdão dos pecados e a misericórdia divina pelo Sacramento da Penitência ou Reconciliação, assim como o publicano que “batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!” (Lc 18,13). Por causa do pecado original, todos os seres humanos deviam sofrer o castigo da morte e permanecer para sempre longe de Deus. Pela desobediência de Adão veio a morte. Pela obediência de um só Homem, Jesus Cristo, o Novo Adão, veio a vida ao mundo: o “Autor da Vida” (At 3,15) obedeceu plenamente à vontade do Pai “até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,8). No Mistério da Redenção manifesta-se a obra de amor de Deus pela humanidade pecadora, enviando seu Único Filho para morrer na cruz como sacrifício expiatório em reparação das nossas culpas. Esse “amor até o fim” (Jo 13,1) do Filho de Deus reconcilia com o Pai todos os seres humanos. Jesus nos salvou porque, por nosso amor, Ele quis sofrer e morrer na cruz, vencer a morte pela Ressurreição e assim nos abrir o céu. Como afirma o Apóstolo Paulo: “eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. (Rm 5,8) Dessa forma, o Mistério Pascal está no centro da fé cristã, porque manifesta o desígnio salvífico de Deus uma vez por todas pelo holocausto de Seu Filho em “resgate por muitos” (Mc 10,45). Muito bem nos coloca a Seqüência de Páscoa, “Víctimae Pascháli laudes”: “a morte e a vida travaram um imponente duelo: o Autor da Vida, ainda que morreu, agora reina vivo” (“Mors et vita, duéllo conflixére mirando: dux vítae mórtuus, regnat vívus”). Jesus Cristo, efetivamente, é “nossa Páscoa” (1Cor 5,7), quer dizer, nosso “trânsito”; já que, por sua imolação, fez passar a humanidade do Antigo e Novo Testamento, da velha à nova levedura, inaugurando um reino de amor e inocência. Assim como Cristo ressuscitou, todos nós, que cremos Nele e praticamos os Seus ensinamentos, também ressuscitaremos. |
|
|||
|
|
|||||
![]() |
Voltar para o Jornal Ceciliano | ![]() |
|||
|
|||||
| © Copyright. Congregação Monástica de Santa Cecilia |