"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges" O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal N°:  XLII  Mês: Abril de 2007.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Doutrina Católica:
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

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Dom Elias do Espírito Santo osc

“JESUS DESCEU AOS INFERNOS, RESSUSCITOU DOS MORTOS NO TERCEIRO DIA”

125. O que são “os infernos” aonde Jesus desceu?
Os “infernos” – diferente do inferno da condenação – constituíam o estado de todos aqueles, justos e maus, que tinham morrido antes de Cristo. Com a alma unida à sua Pessoa divina, Jesus, nos infernos, esteve com os justos que esperavam o seu Redentor para entrar enfim na visão de Deus. Depois de ter vencido, mediante a sua morte, a morte e o diabo, “que tinha o poder da morte” (Hb 2,14). Libertou os justos à espera do Redentor e lhes abriu as portas do Céu.

126. Que lugar ocupa a Ressurreição de Cristo na nossa fé?
A Ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo e representa, com a Cruz, uma parte essencial do Mistério pascal.
 
127. Que “sinais” atestam a Ressurreição de Jesus?

Além do sinal essencial constituído pelo túmulo vazio, a Ressurreição de Jesus é atestada pelas mulheres que foram as primeiras a encontrar Jesus e o anunciaram aos Apóstolos. Jesus depois “apareceu a Cefas, e depois aos Doze. Mais tarde apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez” (1Cor 15,5-6) e a outros ainda. Os Apóstolos não puderam inventar a Ressurreição, pois ela lhes parecia impossível: com efeito, Jesus até os reprovara pela incredulidade deles.

128. Por que a Ressurreição é ao mesmo tempo um acontecimento transcendente?
Mesmo sendo um acontecimento histórico, constatável e atestado por meio de sinais e testemunhos, a Ressurreição, como entrada da humanidade de Cristo na glória de Deus, transcende e supera a história, como mistério da fé. Por esse motivo, Cristo Ressuscitado não se manifestou ao mundo, mas aos seus discípulos, fazendo deles suas testemunhas diante do povo.

129. Qual é o estado do corpo ressuscitado de Jesus?
A Ressurreição de Cristo não foi um retorno à vida terrena. O seu corpo ressuscitado é aquele que foi crucificado e carrega os sinais da sua Paixão, mas é agora participante da vida divina com as propriedades de um corpo glorioso. Por essa razão Jesus Ressuscitado é soberanamente livre de aparecer aos seus discípulos como e onde quer e sob aspectos diferentes.

130. De que modo a Ressurreição é obra da Santíssima Trindade?
A Ressurreição de Cristo é uma obra transcendente de Deus. As três Pessoas agem juntas segundo o que lhes é próprio: o Pai manifesta o seu poder; o Filho “retoma” a vida que livremente ofereceu (Jo 10,17), reunindo a sua alma e o seu corpo, que o Espírito vivifica e glorifica.

131. Quais são o sentido e o alcance salvífico da Ressurreição?
A Ressurreição é o ápice da Encarnação. Ela confirma a divindade de Cristo, como também tudo o que Ele fez e ensinou, e realiza todas as promessas divinas a nosso favor. Além disso, o Ressuscitado, vencedor do pecado e da morte, é o princípio da nossa justificação e da nossa Ressurreição: desde agora nos dá a graça da adoção filial que é real participação da sua vida de Filho único; depois, no final dos tempos, Ele ressuscitará o nosso corpo.

 

Fonte: “Compêndio do Catecismo da Igreja Católica”, promulgado por Sua Santidade o Papa Bento XVI, mediante o “Motu Proprio” de 28 de Junho de 2005.

 
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