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Doutrina Católica
Colunista
Dom Elias do Espírito Santo osc.
O mês de Novembro é dedicado tradicionalmente às
almas. No dia 2 transcorre a Comemoração de Todos os
Fiéis Defuntos, onde os Sacerdotes até antes do
Concílio Vaticano II usavam paramentos pretos, e após
este foi determinado que se usasse
paramentos roxos. Não se ornamenta o altar com flores e o toque
do órgão só é permitido para sustentar o
canto. Tudo isso para simbolizar o luto pelas almas defuntas. Assim,
pois, vamos refletir com as palavras do renomado e famoso Monge e Padre
Dom Andrés Azcarate, OSB, Abade do Mosteiro de São Bento
de Buenos Aires, Argentina, que foi um grande especialista em liturgia. O
nosso “Pai” (Abba), Dom Marcos de Santa Helena osc participou de um curso de liturgia com o
próprio D. Andrés, e é seu discípulo, em se
tratando de liturgia.
Dom Andrés
assim escreveu: “Ainda estão
nossos olhos inundados com a luz da visão que nos trouxe ontem a
Festa de Todos os Santos, quando a Igreja nos faz levantar os olhos a
mansão de outros Santos que, ainda não gozam de Deus: o
Purgatório, ao lugar onde se purificam as almas com
terríveis tormentos. Há uma harmonia admirável e
consoladora entre estas duas festas. Os Santos ajudam-nos, e nós
ajudamos as almas do Purgatório por esse intercâmbio
maravilhoso da Comunhão dos Santos. Nossas Missas,
comunhões, indulgências, sofrimentos, tudo pode servir a
nossos irmãos do Purgatório que sofrem, para aliviar seus
tormentos. O Abade Beneditino de Cluny,
São Odilón, foi o primeiro
que instituiu esta festa ou Comemoração dos Fiéis
defuntos. Durante vários séculos, a Espanha teve o
privilégio de que os sacerdotes celebrassem nesse dia três
Missas, favor que Bento XV estendeu à Igreja Universal, durante
a guerra européia de 1914. Em virtude, pois, deste privilégio, todos os
Sacerdotes do mundo podem celebrar hoje três Missas, e os
fiéis farão bem em escutá-las. Tenham
em conta, porém, os fiéis que somente podem comungar uma
vez.”
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Fonte:
AZCARATE
O.S.B., Don Andres. “Misal Diario para America”: en
Latin y Castellano.
XXXIXª. Edición.
Buenos Aires: Editorial “Guadalupe”, 1956.
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