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| Ano: IV Edição: Mensal N°: LVI Mês: Junho de 2008. | ||||||||||||||||||||||||||||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||||||||||||||||||||||||||||
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33 a zero em favor da vida
Na quarta-feira, 7 de maio de 2008, a Comissão de Seguridade
Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados rejeitou o
Projeto de Lei 1135/91, que pretendia liberar o aborto no Brasil. O
placar de 33 a zero, com o qual ele foi rejeitado, é
único e sem precedentes em toda a história da
militância pró-vida. Geralmente os abortistas, quando
percebem que vão perder, recorrem a toda espécie de
manobras regimentais a fim de adiar a votação. Desta vez
eles tentaram fazer o mesmo, mas sem sucesso. Sob o comando da deputada
Cida Diogo (PR/RJ) os parlamentares pró-aborto tentaram, de
todas as maneiras, protelar a deliberação da
matéria. Por fim, já esgotados, saíram
vociferantes da sala, onde só permaneceram os que votariam com o
relator deputado Jorge Tadeu Mudallen (DEM/SP), ou seja, pela
rejeição do projeto. Ao todo, trinta e três votos
em favor da vida. Roma, 09 de maio de 2008. Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz Presidente do Pró-Vida de Anápolis Telefax: 55+62+3321-0900 Caixa Postal 456 75024-970 Anápolis GO http://www.providaanapolis.org.br "Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto" "FOI UMA VITÓRIA E TANTO! NUNCA
VI ISSO ACONTECER NO CONGRESSO NACIONAL!"
Impressões da histórica Sessão de 7 de maio de 2008, quando - por unanimidade (33 x 0), foi discutido, votado e rejeitado o PL 1135/91 Prof. Hermes Rodrigues Nery
Foi uma vitória e tanto. Nunca vi isso acontecer no Congresso Nacional!" Exclamou o Prof. Humberto Vieira, Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, assim que o Deputado Jofran Frejat (PR-DF) anunciou o resultado da histórica Sessão na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) do Congresso Nacional, que colocou em votação o PL 1135/91, visando despenalizar o aborto no Brasil, em tramitação há quase 17 anos no parlamento brasileiro. O aborto foi rejeitado pela esmagadora maioria dos deputados presentes na CSSF, com o resultado de 33 x 0, pois a reduzida tropa de choque abortista, capitaneada pela Deputada Cida Diogo (PR/RJ), retirou-se soltando cobras e lagartos, vociferando impropérios em alta voz. As feministas gritavam a todo pulmão: "O Estado é laico, o estado é laico", ao que o Deputado Nazareno Fonteles esclareceu que o estado é laico, mas não é ateu, e o povo brasileiro tem o sentido de Deus. Histéricas ficaram também as feministas com os deputados Henrique Afonso (PT/AC) e Luiz Bassuma (PT/BA), que juntamente com os deputados Miguel Martini (PHS/MG), Leandro Sampaio (PPS/RJ), Dr. Talmir Rodrigues (PV/SP), José Linhares (PP/CE) e João Campos (PSDB/GO) lideravam a corrente pró-vida que se formou na sala de Sessões da CSSF, em que os demais deputados, um a um, foram se posicionando, todos em favor da vida. Um José Genoíno enfurecido, de cara fechada e arrogante, foi contundente na defesa das feministas, afirmando que "o legislador não é eleito para grupos morais, mas para a liberdade e a democracia". A tropa de choque abortista fez de tudo para ganhar tempo, insistindo - desde o início - no adiamento da Sessão, utilizando-se de todos os recursos protocolares para minar, pelo cansaço, os deputados pró-vida, o que irritou os demais deputados, alguns deles que ainda estava indecisos e que acabaram votando pelo relatório do Deputado Jorge Tadeu Mudallen (DEM/SP), de birra contra os excessos de Cida Diogo. "Assim não dá, essa mulher extrapolou, eu vou é votar contra ela", esbravejou um deles, para lá das duas da tarde, quando a deputada abortista resolveu puxar um "parabéns a você", para a Deputada Íris de Araújo (PMDB/GO), que aniversariava naquela dia. Logo no começo da Sessão, às 9h30, Jaime Ferreira Lopes afirmara para nós: "Temos garantidos 16 votos". Mas aos poucos, no desenrolar das horas, com a performance dos abortistas, os indecisos foram se convencendo, aos poucos, a discernir o joio do trigo. Os deputados conversavam entre si, trocavam olhares, faziam gestos, acenavam a cabeça, concordavam um com o outro. O milagre aconteceu, pois foi um milagre a confirmar a ação de Deus em nosso meio. É a pedagogia divina, que nos agrega, tão cheios de fragilidades que somos, para a obra é de Deus, a vitória é Sua. Os 33 votos votos foram se consolidando ao longo daquelas horas, que pareciam intermináveis. Acuados, os abortistas se diziam vítimas de um golpe, queixavam-se de que os deputados pró-vida estavam sendo duros com eles, principalmente depois que o Deputado Ronaldo Caiado fez uso da palavra, pulverizando-os impiedosamente. Pierondi não se conformava. Clodovil Hernandez (PR/SP) também apareceu por ali no afã de um holofote disponível. Logo foi embora, alegando ser apenas um suplente. O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), que tradicionalmente comparece a essas ocasiões, só para sentir o clima da Sessão, e depois desaparece na hora da votação, mais uma vez fez prevalecer sua praxe. Chegamos a fotografá-lo sentado na mesa, bem estiloso, ao lado do Presidente da CSSF, o tempo suficiente para que seus assessores registrassem a sua presença na reunião. Na hora da votação, sumiu, de repente. O Dr. Pinotti (DEM/SP) tentou socorrer a colega Cida Diogo, com mais um daqueles discursos mentirosíssimos com que costuma iludir as platéias, defendendo com veemência um referendo popular sobre a legalização do aborto. Começou dizendo que era uma estrela internacional, esnobando os pares, o que irritou mais ainda os demais. Cida Diogo ficou cada vez mais transtornada, especialmente com a forma equilibrada e firme, como o Presidente da CSSF conduziu a Sessão, com bom humor e elegância, tendo que explicar várias vezes as regras do Regimento Interno à recalcitrante deputada; mostrando-se bem preparado para a difícil Sessão, de ânimos bem exaltados, em que ele se ancorou nas regras da Casa, para não perder o controle da situação, em meio às retóricas dos abortistas, que queriam pegá-lo num deslize protocolar, para posteriormente solicitar a anulação da Sessão. Mas Frejat foi incansável em afirmar: "o Regimento Interno é o meu limite." Não podendo vencê-lo, pois que ele estava com as regras na ponta da língua, a comandante abortista Cida Diogo partiu para a demagogia, dizendo que eles estavam sendo cerceados no seu direito de falar, o que nem na ditadura ocorreu. Frases de efeito que eles gostam de repetir quando estão com a batalha perdida! O Presidente Jofran Frejat lhe explicou - com a calma com quem conta a uma criança um sonho - dizendo que colocada uma questão em discussão e posteriormente em votação, sendo aprovada por unanimidade, ele não poderia voltar atrás, pois o plenário era soberano, e - insistia - tinha o Regimento Interno como seu limite. Mesmo assim, a deputada insistiu em apresentar todos os requerimentos que lhe era permitido pelas regras do jogo, que chegou não apenas a cansar, como enervar os demais parlamentares. Até que, por final, Caiado apresentou um requerimento solicitando que fosse colocado em votação o PL 1135/91. Cida Diogo já havia feito uso da palavra para a leitura do seu voto em separado, ao que foi rejeitado o seu requerimento para que, já quase ao meio da tarde, os mais de 19 deputados inscritos, com cada um tendo direito a quinze minutos de fala pudessem expressar suas opiniões, o plenário soberanamente votou e aprovou por grande maioria, que era preciso por um ponto final naquilo e a hora era de votar. "O povo brasileiro anseia por essa hora, pelo sim à vida", exclamou o heróico Luiz Bassuma. Até mesmo a deputada Rita Camata (PMDB/ES), cansada do extremismo adotado por Cida Diogo, votou pelo requerimento de Caiado, para que os deputados pudessem votar (muitos estavam morrendo de fome), ao que foi vaiada pelas feministas que a chamaram de "Rita Casaca". O Deputado Dr. Rosinha (PT/PR) - que havia redigido à mão, em letras trêmulas, um longo discurso e ficara privado de falar por conta da aprovação do requerimento pela votação -, passou a bufar e a andar de um lado para outro, enquanto as feministas vinham cochichar-lhe ao ouvido. Num ímpeto, chamou os seguranças e ordenou que fossem retirados todos os pró-vida que chegaram ás 7h30 da manhã e ocuparam as mesas da última fileira, pois, segundo ele, havia parlamentares de pé na Sessão e precisavam ser acomodados. Foi então que o Deputado Jorge Tadeu Mudallen ocupou a mesa da última fileira, sentando-se ao meio, e convidando para sentar-se ao seu lado a pró-vida Nadir Pazin, a contragosto do segurança, que havia dito há pouco que as ordens da mesa eram para ser cumpridas. Ao que falei para Dolly, que era melhor ela sentar também, na ponta, pois as costas já estavam doendo depois de cinco horas, e aos poucos, os pró-vida foram reocupando os lugares, onde reinava, triunfante, o relator Jorge Tadeu Mudallen. A ira dos abortistas aumentou quando crescia a adesão dos deputados pela apoio ao relatório de Mudallen, não deserdando de suas cadeiras durante toda a Sessão, e - mais ainda - quando começaram a chegar os suplentes, ávidos por votar em favor da vida. Foi então que o Dr. Rosinha, num chilique beirando a falta de decoro, comunicou ao Presidente da Sessão, que estaria se retirando do plenário, por estarem sendo vítimas de uma estranha orquestração, que ele queria saber exatamente entender o que estava acontecendo, mas que daquele jeito ele não aceitaria participar mais da votação. Ao que os companheiros Darcísio Pierondi (PMDB/RS) - Dr. Pinotti e Genoíno já haviam saído - e Cida Diogo, resolveram acompanhar o Dr. Rosinha, aos brados, enquanto as feministas, uivando feito hienas ferozes, chingavam a todos de "pedófilos e estupradores", ao que o Deputado Jorge Tadeu Mudallen arregalou os olhos de espanto, por ver a que nível baixo de ofensa gratuita elas poderiam chegar, por não aceitarem as regras da democracia que tanto defendem. Enquanto as feministas saiam, como almas trevosas e barulhentas, o ambiente da sala de Sessão foi adquirindo, aos poucos, uma tal calmaria, um tal alívio, que o Deputado Jorge Tadeu Mudallen, fazendo um sinal ao Presidente Jofran Frejat, solicitou encarecidamente que fossem logo votar, pois os deputados estavam com apenas um suquinho de frutas que os assessores lhes trouxeram da lanchonete. Enfim, às 14h13 deu-se início à histórica votação. Um a um foram dando o seu "sim" à vida. Todos - inacreditavelmente todos - foram votando pela aprovação do Relatório Mudallen, até que, por último, o próprio Presidente Jofran Frejat, fazendo côro aos demais deputados que diziam: "Pela vida, voto sim", deu o seu voto "pela vida" que, finalmente, depois de tantos anos, encerrara a tramitação do PL 1135/91, arquivando-o naquela Comissão. Foram estes os deputados federais que votaram a favor da vida: Titulares da comissão:
Aline Corrêa (PP-SP) Armando Abílio (PTB-PB) Eduardo Barbosa (PSDB-MG) Geraldo Resende (PMDB-MS) Germano Bonow (DEM-RS) Henrique Afonso (PT-AC) João Bittar (DEM-MG) Jofran Frejat (PR-DF) José Linhares (PP-CE) Leandro Sampaio (PPS-RJ) Maurício Trindade (PR-BA) Mauro Nazif (PSB-RO) Nazareno Fonteles (PT-PI) Rafael Guerra (PSDB-MG) Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) Rita Camata (PMDB-ES) Roberto Britto (PP-BA) Rodrigo Maia (DEM-RJ) Ronaldo Caiado (DEM-GO) Solange Almeida (PMDB-RJ) Talmir Rodrigues (PV-SP) Tonha Magalhães (PR-BA) Suplentes da comissão: Carlos Mannato (PDT-ES) Costa Ferreira (PSC-MA) Gorete Pereira (PR-CE) Íris de Araújo (PMDB-GO) Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) Luiz Bassuma (PT-BA) Miguel Martini (PHS-MG) Neilton Mulim (PR-RJ) Simão Sessim (PP-RJ) Tadeu Filippelli (PMDB-DF) Valtenir Pereira (PSB-MT)
Encerrada a Sessão, foram os cumprimentos, as
lágrimas emocionadas de muitas lideranças
pró-vida, deputados se confraternizavam, num clima de
"abraço da paz", como numa celebração
eucarística. Jaime Ferreira Lopes, Coordenador do Brasil Sem
Aborto, pôs-se a cantar, enquanto muitos passaram a ligar seus
celulares e a espalharem a notícia: "33 - a idade de Cristo!" De
lá, liguei para Dom Carmo João Rhoden, da Diocese de
Taubaté, que recebeu a notícia como um presente neste
mês de festividades pelo centenário da nossa Diocese.
Dolly avisou Pe. Berardo e D. Dimas, Nadir, Rodrigo Pedroso,
João Pinheiro Neto, Humberto Vieira, Daniela Sá,
Jennifer, Susy Gomes, Paulo Fernando, Gabriel, Bassuma, Leandro
Sampaio, Talmir, Miguel Martini, e tantos outros ficamos por ali em
cumprimentos e abraços, outros dando entrevistas às
tevês, tirando fotografias, muitos ainda sem acreditar no que
viviam. "Foi um momento único: 33 x 0", sem precedentes na
história, e que a imprensa, no dia seguinte, iria simplesmente
ignorar, registrando o fato em notas de rodapé, ou mesmo
silenciando.
=============================Logo após, tínhamos que comemorar: fomos então ao restaurante da Câmara, no 10º andar, e ainda antes do almoço, Paulo Fernando fez a oração de ação de graças, e tudo fluiu serenamente. Dolly lembrou-se dos muitos que participaram na construção da história dessa importante vitória, ao que Rodrigo Pedroso destacou o trabalho de Antonio Donato e seu grupo de São Paulo, ao que concordei com a feliz menção. Após a sobremesa, por causa do meu horário de vôo, Dolly acompanhou-me até o elevador, onde fui até a portaria do anexo IV, em que Humberto Vieira aguardava para levar-me ao aeroporto. No caminho, fomos conversando e ele contando-me sobre tantas Sessões que presenciara, participara, contando-me que no começo era ele sozinho a fazer o que hoje muitos já fazem, ao que lhe confirmei o importante que ele exerce como pai dos pró-vida que vão surgindo, a cada dia, por todo o Brasil. Lembrou também de Pe. Lodi, e agora Dolly, Paulo Fernando, Susy, e tantos outros, e tantos deputados que vão entendendo o significado e o sentido da cultura da vida, crescendo, aos poucos, a rede da solidariedade com a especialíssima missão de proteger a vida (principalmente em sua fase mais indefesa) e a família, em sua estrutura natural, primeira e principal instituição humana. Nunca vi coisa igual aqui no Congresso! Foi uma vitória e tanto!" Exclamou Humberto Vieira. Até mesmo o vôo da Gol foi um dos mais tranqüilos, sem nenhuma turbulência nos ares. Prof. Hermes Rodrigues Nery é Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté.
Parabenizo Vossa Excelência
por ter-se posicionado pela rejeição do PL
Os endereços
eletrônicos dos 33 deputados estão a seguir:
O projeto agora foi encaminhado à Comissão de Constituião de Justiça (CCJ) da Câmara e já tem relator designado: Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Senhor Deputado Eduardo Cunha No dia 27 de maio de 2008, na Câmara dos Deputados, será apresentado um relatório que desmascara uma das principais fraudes usadas pelos defensores das "pesquisas" com embriões humanos. O documento, intitulado "Uma questão decisiva para a ADIN 3510: os embriões humanos são inviáveis?", demonstra, de maneira impressionante, como uma inverdade tão grande foi dita e repetida em plena Audiência Pública no STF: que os embriões humanos congelados têm uma chance mínima de serem implantados no útero com sucesso. Essa afirmação - totalmente falsa, conforme demonstra o documento - serviu para que o relator Ministro Ayres Britto fizesse seu arrazoado concluindo que tais embriões não são pessoa "nem mesmo como potencialidade". Também a Ministra Ellen Grace, em seu voto antecipado, declarou que tais embriões "não teriam outro destino que não o descarte" caso não fossem usados como material biológico para pesquisas. O que impressiona não é o erro, mas a má-fé. Os oradores presentes na Suprema Corte apresentaram como um fato certo, absoluto e indiscutível que os embriões humanos, após três anos de congelamento, têm uma chance quase nula de serem implantados com sucesso no útero. Conforme amplamente demonstrado no relatório da Diocese de Taubaté, essa afirmação é infundada. Os embriões humanos, ainda que congelados durante muitíssimos anos, podem ser implantados com sucesso e serem dados à luz. Não há qualquer indício de uma correlação entre o tempo de crioconservação e a "viabilidade" do embrião. Pergunta-se: os oradores não sabiam disso, embora fossem cientistas especializados no assunto? Ou sabiam, mas alteraram dolosamente a verdade dos fatos? Seja como for, a indução dos Ministros ao erro está servindo à causa antiembrião, que nada mais é que a causa abortista mascarada de humanidade e preocupação com os deficientes. UMA QUESTÃO
DECISIVA PARA A ADIN 3510: OS EMBRIÕES CONGELADOS SÃO
INVIÁVEIS?
4. Entretanto,
embora todos os cientistas tenham afirmado unanimemente que do ponto de
vista biológico a vida inicia-se inegavelmente no momento da
fertilização, determinar se esta vida já seja um
ser humano transcende as possibilidades do método
científico. Trata-se de um problema filosófico, problema,
porém, para o qual não existe um consenso socialmente
aceito sobre como resolvê-lo. 5. Por este
motivo, por mais que se tente alegar ou fundamentar o contrário,
somente resta às pessoas em geral, aí incluindo
também os magistrados, a possibilidade de julgar quem seja um
ser humano de um modo empírico. Isto é, uma vez aceito
por todos que os indivíduos à nossa volta são
seres humanos, serão também seres humanos todos aqueles
que, no comum sentir dos homens, de algum modo se assemelhem
suficientemente a estes que o comum dos homens seja como que
forçado a concluir que sejam seres humanos. É
precisamente assim que vemos como o Ministro Carlos Brito julgou em seu
voto de relator: "Falo de pessoas
físicas ou naturais, [...] aquelas que sobrevivem ao parto
feminino e por isso mesmo contempladas com o atributo a que o
art.2º do Código Civil Brasileiro chama de "personalidade
civil", [...] personalidade como predicado ou apanágio de quem
é pessoa numa dimensão biográfica, mais que
simplesmente biológica, segundo este preciso testemunho
intelectual do publicista José Afonso da Silva: "Vida, no texto
constitucional, não será considerada apenas no seu
sentido biológico de incessante auto-atividade funcional,
peculiar à matéria orgânica, mas na sua
acepção biográfica mais compreensiva". Se é
assim, ou seja, cogitando-se de personalidade numa dimensão
biográfica, penso que se está a falar do indivíduo
já empírica ou numericamente agregado à
espécie animal-humana; isto é, já
contabilizável como efetiva unidade ou exteriorizada parcela do
gênero humano. Indivíduo, então, perceptível
a olho nu e que tem sua história de vida incontornavelmente
interativa. Múltipla e incessantemente relacional. Por isso que
definido como membro dessa ou daquela sociedade civil e nominalizado
sujeito perante o Direito. Sujeito que não precisa mais do que
de sua própria faticidade como nativivo para instantaneamente se
tornar um rematado centro de imputação jurídica.
Logo, sujeito capaz de adquirir direitos em seu próprio nome,
além de, preenchidas certas condições de tempo e
de sanidade mental, também em nome próprio contrair
voluntariamente obrigações e se pôr como
endereçado de normas que já signifiquem
imposição de "deveres", propriamente. O que só
pode acontecer a partir do nascimento com vida, renove-se a
proposição. Com efeito, é para o indivíduo
assim biograficamente qualificado que as leis dispõem sobre o
seu nominalizado registro em cartório (cartório de
registro civil das pessoas naturais) e lhe conferem uma nacionalidade"
[Números 19-20-21]. 6. Neste sentido
é preciso denunciar que, durante a audiência
pública realizada em 20 de abril de 2007, os cientistas ali
presentes descaracterizaram atributos empiricamente
verificáveis, para apresentar o embrião congelado como
algo destituído de possibilidade de vida e comparável a
um moribundo do qual o único gesto humano que ainda se poderia
esperar fosse a doação de seus órgãos. 7. A professora
Mayana Zatz assim se pronunciou: "Pesquisar
células embrionárias não é aborto. No
aborto temos uma vida no útero que será interrompida por
uma intervenção humana, enquanto que no embrião
congelado não há vida se não houver
intervenção humana, e estes embriões nunca
vão ser inseridos em um útero. É muito importante
entender esta diferença. O que estamos vendo é que
embriões que são inviáveis para
implantação podem originar linhagens celulares. O que
defendemos é que do mesmo modo como um ser humano com morte
cerebral doa órgãos, um embrião congelado possa
doar suas células. O que é eticamente correto? Preservar
estes embriões congelados mesmo sabendo que a probabilidade de
gerar um ser humano é praticamente zero ou doá-los para a
pesquisa que poderão resultar em futuros tratamentos?"
"A técnica
de congelamento degrada os embriões. Ela diminui a viabilidade
dos embriões. Ela não qualifica estes
embriões para implante, para dar um ser vivo completo. A maioria
das clínicas de fertilidade não gosta de usar
embriões congelados. Sabe-se que a viabilidade dos
embriões congelados há mais de três anos é
muito baixa, praticamente nula e a maioria das clínicas rejeitam
o transplante ou o implante destes embriões que seriam os que
vão gerar estas células da camada interna [do
blastocisto, mas], passando para a cultura deixam
de ser embriões e passam a ser uma linhagem celular que
não tem mais nada a ver com embriões. Jamais seremos
taxados por isto de exterminadores do futuro!" 9. De um modo
similar expressou-se também a professora Patrícia Pranke
durante uma exposição bem mais longa. Considerando a
importância destas colocações para a
solução da causa em discussão, a tão
grande ênfase receberam e o número de vezes que foram
repetidas, causa estranheza que elas não tenham sido contraditas
senão uma só única vez, e mesmo assim somente
após muito tempo, muito rapidamente e como que de passagem,
durante o que pareceu uma inesperada interrupção de uma
exposição referente a outro tema. 10. Não
admira, portanto, que o saldo final colhido pelo Ministro relator tenha
sido o que assim expressou em seu voto: "Convém
repetir, com ligeiro acréscimo de idéias. O
embrião viável (viável para
reprodução humana, lógico), desde que obtido por
manipulação humana e depois aprisionado in vitro, empaca
nos primeiros degraus do que seria sua evolução
genética. Isto por se achar impossibilitado de experimentar as
metamorfoses de hominização que adviriam de sua eventual
nidação. [...] No materno e criativo aconchego do
útero, o processo reprodutivo é da espécie
evolutiva ou de progressivo fazimento de uma nova pessoa humana; ao
passo que, lá, na gélida solidão do confinamento
in vitro, o que se tem é um quadro geneticamente contido do
embrião, ou, pior ainda, um processo que tende a ser
estacionário-degenerativo, se considerada uma das possibilidades
biológicas com que a própria lei trabalhou: o risco da
gradativa perda da capacidade reprodutiva e quiçá da
totipotência do embrião que ultrapassa um certo
período de congelamento (congelamento que se faz entre
três e cinco dias da fecundação). Donde, em boa
medida, as seguintes declarações dos doutores Ricardo
Ribeiro dos Santos e Patrícia Helena Lucas Pranke,
respectivamente (fls. 963 e 929): "A técnica
do congelamento degrada os embriões, diminui a viabilidade
desses embriões para o implante; para dar um ser vivo completo
(...). A viabilidade de embriões congelados há mais de
três anos é muito baixa. Praticamente nula";
"Teoricamente, podemos dizer que, em alguns casos, como na categoria D,
o próprio congelamento acaba por destruir o embrião, do
ponto de vista da viabilidade de ele se transformar em embrião.
Para pesquisa, as células estão vivas; então, para
pesquisa, esses embriões são viáveis, mas
não para a fecundação". Afirme-se, pois, e
de uma vez por todas, que o que a Lei de Biossegurança autoriza
é um procedimento externa-corporis: pinçar de
embrião ou embriões humanos [...] que poderiam
experimentar com o tempo [...] a sua relativa
descaracterização como tecido totipotente e daí
para o descarte puro e simples como dejeto clínico ou
hospitalar". [Números 36-37].
"Na última
fecundação in vitro, feita em 1999, Maria Roseli produziu
nove embriões. Em fevereiro de 2007, os embriões foram,
enfim, descongelados: "Meu filho venceu oito anos de congelamento e a
prematuridade. Imagine se eu tivesse desistido dele e doado o
embrião para a pesquisa?", diz Maria Roseli". "O ginecologista
José Gonçalves Franco Júnior, detentor do maior
banco de criopreservação do Brasil, onde os
embriões de Maria Roseli ficaram, também aposta na
viabilidade dos embriões congelados. Sua clínica
já obteve 402 nascimentos de bebês a partir de
embriões criopreservados, a maioria acima de três anos de
congelamento". "É uma
loucura falarem que embrião congelado há mais de
três anos é inviável. E isso não tem nada a
ver com a religião. A viabilidade é um fato e ponto. Os
maiores centros de reprodução na Europa defendem o
congelamento de embriões como forma de evitar a gravidez
múltipla", afirma o médico.
5. Na Folha de
São Paulo de 8 de maio de 2007 [Documento 5], o Dr. Francesco
Scavolini, Doutor em Jurisprudência pela Universidade de Urbino,
comenta que "Os casais
espanhóis, italianos e americanos que há pouco mais de
dois anos adotaram embriões congelados destinados à
destruição são hoje pais felizes por terem salvo
vidas humanas".
"Faz alguns dias
tornou-se público o nascimento de uma criança depois de
haver permanecida congelada em estado embrionário durante treze
anos. Trata-se do caso clínico publicado de gravidez com
embriões criopreservados durante mais tempo. O bebê, que
nasceu com um peso de 4,2 quilos e mediu 50
centímetros, veio ao mundo depois de seus pais haverem-se
dirigido ao Instituto Marques e que, depois da entrada em vigor da nova
norma que regulamenta a matéria, deixou 728 embriões
órfãos, ou 61% do total de embriões congelados,
isto é, sem que seus pais biológicos se tivessem
pronunciado a propósito de seu futuro. Como destacou Manuel
Elbaile, especialista deste centro, se faz 23 anos a comunidade
científica disse que se podiam congelar embriões humanos,
hoje podemos assegurar que isto é possível pelo menos
durante 13 anos. O limite no-lo é de momento desconhecido,
assegura". "Segundo o
professor Juan Álvarez, catedrático de Medicina
Reprodutiva da Universidade de Harvard nos Estados Unidos, este caso
'confirma que o tempo da criopreservação dos
embriões não tem por que supor um handcap
(malformação) no momento do parto se a técnica for
realizada em ótimas condições'. Sem dúvida,
como o reconhece o Dr. Elbaile, 'a taxa de sucesso da gravidez é
mais baixa com os congelados do que com os embriões frescos'.
Assim, enquanto que a porcentagem de gravidez com os embriões em
fresco é de 40-50%, nos congelados este número se reduz
à média de 35%. Em qualquer caso, porém, assegura,
'desde o momento em que as mulheres conseguem a gravidez, passa a ser
um processo tão normal quanto qualquer outro'". "Os resultados
totais do programa de adoção foram fornecidos por Olga
Serra, diretora do mesmo: dos 728 embriões que se destinaram ao
programa, 70% (510) estavam vivos depois do descongelamento.
Conseguiu-se uma gravidez em 38,2 % dos casos e em 24,5% esta foi
evolutiva, quase uma em cada quatro transferências. O resultado
final: 68 gestações, com 52 bebês já
nascidos e mais 16 a caminho. Os especialistas observaram que muitas
mulheres nas quais havia falhado a fecundação in vitro,
(entre os participantes do programa de adoção 75% eram
casais com repetidos fracassos em reprodução assistida ou
antecedentes de aborto de repetição), engravidaram
imediatamente na primeira tentativa quando foram usados embriões
de outro casal".
CLÍNICAS DE
REPRODUÇÃO ASSISTIDA 1. O protocolo dos
Hospitais Universitários de Coventry and Warwickshire, da Escola
de Medicina de Warwick, que servem a uma população acima
de um milhão de pessoas no Reino Unido (http://www.uhcw.nhs.uk)
[Documento 7] afirma que:
"Cerca
de 70% dos embriões sobrevivem ao processo
de criopreservação, e não existem evidências
que o processo de congelamento seja prejudicial à habilidade
para que o embrião se desenvolva em uma bebê normal. A
implantação de embriões depois de descongelamento
tem sido realizada desde 1986. Não se sabe quantos bebês
foram criados desta maneira em todo o mundo, mas provavelmente muitos
milhares de bebês nasceram através desta técnica.
Tanto quanto sabemos não há nenhum aumento
de malformações como resultado deste tratamento.
Não existe nenhuma deterioração conhecida da
saúde do embrião com o decorrer do tempo".
"O
congelamento de embriões permite às mulheres conceber em
um ciclo futuro sem necessidade de submeter-se a uma nova
estimulação ovariana e conseqüente
captação de óvulos. Não existe limite de
tempo conhecido em relação a quanto tempo um
embrião pode ser mantido em estado de congelamento e ainda obter
uma gravidez com sucesso. É possível que alguns
embriões não sobrevivam ao ciclo de congelamento,
armazenamento e descongelamento. Mas somente será
possível determinar quais embriões irão sobreviver
depois que eles forem descongelados. Com base em estudos que foram
realizados tanto em animais quanto em humanos, o risco de
deformações no nascimento em bebês que se
desenvolveram a partir de embriões congelados não
é maior do que o das gestações concebidas
naturalmente".
"Não
há nenhum limite de tempo conhecido para a duração
pela qual os embriões podem ser armazenados".
1. A revista
Fertility and Sterility, da Sociedade Americana para a Medicina
Reprodutiva, publicou em maio de 2003 o principal levantamento
realizado sobre o número de embriões congelados
existentes nos Estados Unidos [Documento 10]. O artigo terminava
estimando que os "embriões criopreservados tem menor
probabilidade de produzir blastocistos viáveis do que os
embriões não congelados", resultado
contrário ao que foi encontrado quatro anos depois em 2007. O artigo de 2003
inicia-se afirmando que "os primeiros nascimentos a partir de
embriões criopreservados foram reportados na Austrália em
1984 e nos Estados Unidos em 1986. A organização
Britânica conhecida como Human Fertilization and Embryology
Authority estimou um total de 52 mil embriões congelados no
Reino Unido em 1996. No ano 2000 havia um total de 71.176
embriões congelados na Nova Zelândia. Embora os
embriões tenham sido congelados há décadas, o
número de embriões criopreservados nos Estados Unidos
não é conhecido. A mídia, os legisladores e os
políticos são obrigados a depender de estimativas sobre o
número de embriões criopreservados, e estas variam de
dezenas de milhares a muitas centenas de milhares. O presente artigo
apresenta dados de uma pesquisa realizada sobre todos os
Serviços de Técnicas de Reprodução Assistida
nos Estados Unidos, pela qual foram contatados 430
estabelecimentos em janeiro de 2002". Os resultados
obtidos foram os seguintes: "A menor
clínica realizou apenas oito fertilizações, a
maior 3.204. A média de ciclos tentados foi de 151. Virtualmente
todos os embriões são armazenados nas próprias
dependências das clínicas. Havia um total de 391.661
embriões armazenados nas dependências das próprias
clínicas e um adicional de 9.677 embriões armazenados em
outros lugares, em um total de 396.526 embriões congelados em 11
de abril de 2002. Destes 88,2% estavam armazenados para
utilização dos próprios pacientes em uma futura
tentativa de estabelecer uma família. Apenas 11.000
embriões estavam destinados para a pesquisa. Embora este
pareça um número elevado, as clínicas geralmente
transferem os melhores embriões nos ciclos em que são
utilizados embriões frescos. Conseqüentemente os
embriões restantes disponíveis nem sempre são os
de mais elevada qualidade. Por estes motivos, os embriões
criopreservados tem menor probabilidade de produzir blastocistos
viáveis do que os embriões não congelados". 2. Quatro anos
depois a mesma Fertility and Sterility publicava aquela que é,
até o momento, a maior pesquisa realizada sobre a taxa de
implantação de embriões obtidas em programas de
doação de embriões congelados nos Estados Unidos
[Documento 11]. Segundo o trabalho, realizado por uma equipe de seis
pesquisadores, "Depois do
primeiro nascimento a partir de técnicas de
fertilização in vitro em 1978 e o subseqüente
desenvolvimento da criopreservação de embriões
para uso futuro, as práticas de fertilização in
vitro e os seus pacientes tiveram que defrontar-se com a questão
sobre o que fazer com os embriões remanescentes depois de
completado os ciclos de implantação. Entre outras
questões, os casais que pensam na possibilidade de uma
doação se perguntam: "Quais são as chances de que
cada embrião se torne uma criança se nós o
doarmos?" Os casais em perspectiva de receber os embriões
também se perguntam: "Quais são as chances de termos um
bebê se nos submetermos a um ciclo de adoção de
embriões?" "Para respondermos
a estas questões identificamos 10 referências na
literatura apresentando taxas de gravidez e parto a partir de programas
de doação de embriões. O presente trabalho
é a maior série já publicada até o momento
sobre resultados de doação de embriões,
documentando especificamente a experiência de 7 programas, quatro
clínicas de infertilidade e três agências que
encaminham doadores de embriões a casais que possam
recebê-los. O primeiro ano do relatório de cada programa
vai desde 1991 até 2006, e todos os programas relatam
transferência de embriões até o final de 2006. Ao
todo, reportamos um total de 35 anos clinicos de dados". "Ao todo estes
programas realizaram 702 implantes de embriões, resultando em
314 gestações clínicas (44,7%) e 249 partos de uma
ou mais crianças vivas (35,5%)". "Embora a
adoção de embriões tenha sido praticada há
muitos anos, a data do primeiro ciclo realizado é desconhecida.
A prática é mencionada na literatura legal desde meados
dos anos 80. Entretanto, ela tornou-se difundida e melhor conhecida a
partir do final dos anos 90, devido a três eventos. Primeiro, a
publicidade que circundou o primeiro "bebê floco-de-neve"
("snowflake baby") nascido na Califórnia graças aos
esforços da organização 'Nightlight Christian
Adoptions'. Segundo, o "censo embrionário" publicado
pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva [veja o Documento 10
anterior], documentando a existência de quase 400.000
embriões em estado congelado. E, finalmente, a
atenção dada pelo governo do presidente Bush em 2005 para
a doação de embriões como uma alternativa para a
pesquisa com células tronco embrionárias". "A presente
é a maior série da casos já publicada até o
momento sobre o resultado de programas de doação de
embriões. Encontramos taxas de sucesso iguais ou maiores do que
as publicadas anteriormente na literatura. Estas taxas muito elevadas
são comparáveis àquelas obtidas com
transferências de embriões frescos. Embora a razão
para a elevadíssima eficiência destes ciclos não
seja conhecida com certeza, há muitos fatores prováveis
que podem contribuir para tanto. Os embriões em geral procedem
de casais que já realizaram com sucesso ciclos de
transferência de embriões frescos ou congelados. Portanto,
é provável que estes embriões possam ter um
potencial de implantação mais elevado, mesmo depois do
congelamento e descongelamento, do que muitos embriões
provenientes de ciclos frescos de fertilização in vitro". 3. No
número 10 da revista Human Reproduction de 1998 [Documento 12],
pode-se ler um relatório sobre o nascimento de um bebê a
partir de um zigoto congelado há 8 anos: "Pergunta-se
comumente sobre embriões criopreservados quanto tempo podem
permanecer congelados e ainda produzir uma gravidez. A resposta a esta
pergunta pode ser dada em uma base teórica ou, talvez em uma
maneira mais satisfatória, factualmente. Este relatório
detalha o descongelamento de zigotos criopreservados durante oito anos
e o nascimento de um menino normal em seguida a sua transferência
uterina. Estes dados podem alimentar a discussão tanto
sociológica como científica, na medida em que encoraja o
exame das regulamentações sobre os tempos limites de
armazenamento que governam a utilização de
embriões humanos". "O efeito da
duração da criopreservação no potencial de
desenvolvimento do embrião ainda está para ser elucidado.
Os relatos publicados na imprensa leiga indicam que embriões que
foram preservados por sete e meio anos, oito anos e oito anos e
três meses resultaram em nascimentos com vida após
descongelamento e transferência uterina. Estes resultados sugerem
que a criteriosa seleção de embriões para
criopreservação, juntamente com técnicas
cuidadosas de congelamento e uma meticulosa manutenção do
armazenamento podem permitir intervalos de armazenamento cujos limites
sejam apenas os desejos dos pacientes. Efetivamente, a
conservação da integridade funcional de embriões
depois de quinze anos de criopreservação já foi
relatada, em 1990, para o caso de outros mamíferos". 4. No
número 14 da revista Human Reproduction de 1999 [Documento 13],
pode-se ler outro relatório sobre o nascimento de um bebê
a partir de um embrião congelado há 7 anos e meio. O
documento cita o trabalho publicado no ano anterior. "A primeira
gestação obtida a partir da criopreservação
de embriões humanos foi relatada após a
modificação das técnicas de
criopreservação de embriões de animais. O primeiro
nascimento foi relatado em 1984. Relatamos a seguir o nascimento de um
menino por parto normal depois da transferência de
embriões criopreservados durante sete anos e meio. Para nosso
conhecimento, no momento em que escrevíamos este trabalho este
é o maior período de criopreservação de
embriões relatado resultando em gravidez. Recentemente
um sucesso semelhante foi reportado [cita-se o trabalho do Documento
12]. As primeira mulheres que optaram pela
criopreservação estão agora em seus quarenta anos
e podem decidir-se a tentar a gravidez se pudermos garantir-lhes a
segurança e normalidade do procedimento e dos resultados. A
eficiência e a segurança da criopreservação
prolongada era freqüentemente presumida, mas não havia sido
definitivamente demonstrada pela literatura senão recentemente.
Registra-se que a criopreservação até durante seis
anos e meio não diminui a qualidade embrionária. Taxas de
malformações maiores e menores parecem ser semelhantes
tanto para as crianças gestadas a partir de embriões
criopreservados como a partir de ciclos frescos de
fertilização in vitro ou de gestações
naturais. Em resumo, a experiência em relação
à segurança e à eficácia da
criopreservação prolongada de embriões humanos
pode beneficiar os casais que necessitam espaçar o parto por
longos períodos. São necessários mais estudos e
trabalhos para que conclusões definitivas possam ser
apresentadas". 4. No
número 2 da revista Human Reproduction de 2004 [Documento 14],
pode-se ler outro relatório sobre o nascimento de gêmeos a
partir de embriões congelados há 12 anos. O documento
cita o trabalho publicado em 2002 [Documento 10] que mencionava taxa de
sucessos de gestação mais baixa com embriões
congelados do que com embriões frescos, e atribui estes dados
às diversas técnicas específicas de congelamento e
descongelamento, que estão em desenvolvimento, e não ao
tempo de armazenamento: "Reportamos
o parto de gêmeos saudáveis após
transferência de embriões criopreservados há doze
anos. Para o nosso conhecimento, este é o maior tempo de
congelamento de embriões humanos relatado com sucesso. Embora as
transferências com embriões congelados resultem em uma
taxa de sucesso menores do que com embriões frescos [cita-se o
Documento 10 acima], isto é comumente relacionado com o processo
de congelamento e descongelamento. Nenhum efeito sobre a
sobrevivência foi relatado até o momento relacionado com a
criopreservação prolongada de humanos. Nenhum aumento de
malformações congênitas foi observado como
conseqüência de transferência de embriões
congelados. A política de nossa unidade de
fertilização in vitro é a de armazenar
embriões criopreservados durante tanto tempo quanto for
requisitado pelo casal. Este trabalho, do mais longo período de
criopreservação seguido por gravidez
e parto, confirma que a duração do armazenamento
não parece afetar adversamente a sobrevivência dos
embriões congelados". 5. Em 2006 o
Reproductive Biomedicine Online [Documento 15] apresentou um trabalho
relatando o nascimento de um bebê após 13 anos de
congelamento. O texto citava o documento 14 anterior que mencionava,
dois anos antes, o mesmo com doze anos de congelamento: "Doze
embriões foram obtidos de um casal que submeteu-se a uma
injeção intracitoplasmática de esperma em janeiro
de 1992, dos quais três foram transferidos e nove congelados. Em
fevereiro de 2005, um casal foi admitido ao programa de
adoção de embriões. Três dos embriões
[congelados em 1992] foram transferidos, a mulher ficou grávida
e um menino de 4,2 quilos nasceu em dezembro de 2005. Com base em
princípios teóricos, embriões podem ser congelados
em nitrogênio líquido por um período ilimitado de
tempo. Não existe evidência de que a
criopreservação prolongada afete a viabilidade e a
sobrevivência dos embriões. Até o momento o mais
longo período de criopreservação de
embriões humanos resultando no parto de um recém-nascido
saudável era o reportado por Revel e outros
[Documento 14], em que os embriões foram criopreservados por
doze anos. Graças ao programa de adoção de
embriões, estes embriões, em vez de permanecerem
congelados por um período indefinido de tempo, foram
transferidos para um casal que desejava adotá-los, resultando no
nascimento de um bebê saudável". 6. Ainda em 2006 e
em 2007 encontramos na seção de abstracts da
revista Fertility and Sterility, da Sociedade Americana de Medicina
Reprodutiva, o resumo de dois trabalhos cujas conclusões merecem
destaque. No Documento 16,
em um trabalho realizado para "determinar se um período
mais longo de criopreservação de embriões possui
algum efeito negativo no potencial de implantação",
Summer-Chase e seus colegas concluem que: "A partir dos
dados apresentados podemos concluir que não há
decréscimo no potencial de implantação de
embriões criopreservados à medida em que estes
envelhecem. O embrião criopreservado 'mais antigo que resultou
em uma gravidez em curso possuía 11,8 anos de congelamento. Os
dados apresentados em tabela sugerem que o congelamento de longa
duração não é detrimental". No Documento 17,
em outro trabalho realizado com o objetivo de avaliar “o efeito
da duração do armazenamento nas taxas de
sobrevivência de embriões criopreservados", R. M.
Riggs e equipe concluem que: "A taxa de
sobrevivência de embriões em estágio de clivagem e
a taxa de nascimentos com vida não apresenta nenhuma
correlação com a duração do tempo de
armazenamento em criopreservação". DADOS E TESTEMUNHOS MAIS RECENTES
1. O Times de
novembro de 2006 [Documento 18], comentando o nascimento do bebê
congelado por treze anos mencionado na publicação
científica contida no Documento 15, afirmava que: "Acredita-se que a
criança, nascida em Barcelona, seja o mais velho bebê de
proveta do mundo. O recorde anterior era detido por dois gêmeos
gestados por uma mulher israelense, nascidos em maio de 2003 de
embriões congelados durante doze anos. Ninguém sabe
quanto tempo um embrião pode ser congelado sem perder a
viabilidade, mas a evidência sugere que pode sê-lo durante
décadas, ou até mesmo séculos. Poderia, portanto,
ser possível, apesar da questão estar aberta a problemas
éticos, que a filha infértil da mulher que doou os
embriões desse à luz ao seu irmão ou irmã". "Olhando dentro
dos olhos de Hannah, eu choro pelos quase 188.000 embriões
humanos congelados como ela, colocados em orfanatos de embriões
congelados, que poderiam ser adotados, em vez de liquidados com a ajuda
dos impostos que EU pago. Queremos exigir do Congresso que não
force milhões de americanas como eu a violar nossas
consciências e participar em outra forma de genocídio,
quando os avanços possíveis com outras células
tronco estão ainda longe de serem esgotados". 3. O Documento 20
é uma reportagem, originalmente veiculada pela Associated Press
em agosto de 2002, que apresenta os planos da
administração Bush em promover a adoção de
embriões congelados. Destacamos neste texto que o projeto foi
impulsionado por um Senador que tem posições a favor do
aborto: "Pressionado pelo
Congresso americano, a administração Bush decidiu-se a
promover a ‘adoção de embriões’, em que um casal
estéril doa um embrião excedente a outro. Trata-se do
último movimento no acalorado debate sobre o status moral e
legal de uma criança não nascida em seus primeiros
estágios de vida. A administração planeja
distribuir aproximadamente um milhão de dólares para
campanhas de conscientização pública promovendo a
doação de embriões, uma das muitas
opções disponíveis para casais que criaram mais do
que necessitavam para fertilização in vitro. Os grupos
pró- vida elogiaram a adoção de embriões
como uma maneira de proteger as vidas destas crianças não
nascidas que, de outra forma, seriam destruídas. O dinheiro
será doado através da inserção em um
projeto criado pelo Senador Arlen Specter, um parlamentar que promove
tanto o aborto como a pesquisa destrutiva de embriões. [Ao
explicar o aparente paradoxo de suas posições], o Senador
afirmou que os embriões humanos devem ser disponibilizados para
a pesquisa, mas apenas se eles tiverem que ser inutilizados de qualquer
maneira. "Se qualquer um destes embriões pode produzir a vida",
explica o Senador, "eu penso que eles devem produzir a vida". Mas
talvez o verdadeiro mérito do programa deve-se ao Deputado
pró-vida Mark Souder. Durante o debate em torno da
decisão do presidente Bush de proibir o financiamento federal de
qualquer pesquisa com células tronco embrionárias, o
congressista Souder pediu audiências públicas sobre o
tema. Várias crianças que haviam sido adotadas quando
ainda eram embriões congelados estiveram presentes às
audiências, juntamente com suas famílias. De acordo com
John Cusey, da Frente Parlamentar Pró-Vida, o programa é
resultado destas audiências. Enquanto isso, o programa
está enervando as pessoas que promovem a
destruição de embriões humanos. Porta vozes da
Sociedade Americana de Medicina reprodutiva afirmam que o programa quer
sugerir que doar embriões para outro casal seja
preferível a doá-los para a pesquisa. Os promotores do
aborto estão preocupados que o programa introduza os
pressupostos legais para considerar que seres humanos
embrionários tenham direitos legais plenos. O uso do termo
"adoção" em vez de "doação" parece sugerir
que o programa considera os embriões como crianças,
afirma a presidente da Liga de Ação Nacional pelo Aborto
e Direitos Reprodutivos". 4. O Documento 21
é uma carta, assinada pela coordenadora da primeira
agência de adoção de embriões congelados dos
Estados Unidos, a "Nightlight Christian Adoptions", e
preparada especialmente para inclusão neste relatório. Na
carta pode-se ler: "2 de maio de 2008. A quem possa
interessar: O Programa de
Adoção de Embriões Congelados Snowflakes ("Flocos
de Neve") é um programa da Nightlight
Christian Adoptions, uma agência de adoção sem fins
lucrativos autorizada pelo Estado da Califórnia para o
encaminhamento de crianças para a adoção. Durante os
últimos dez anos estivemos ajudando famílias a
encaminharem e a receberem em adoção embriões
congelados que resultaram em 168 crianças nascidas
através de pais adotivos. Hoje a criança mais velha
possui nove anos e a mais nova conta exatamente com uma semana de vida.
Elas são fonte de grande alegria e de bênção
para suas famílias. A maioria destas
crianças foram embriões congelados por mais de três
anos antes que fossem descongeladas e implantadas em sua mãe
adotiva. http://www.nightlight.org/snowflakeadoption.htm Despede-se
atenciosamente Megan Corcoran Coordenadora do
Programa Snowflakes Nightlight
Christian Adoptions" 5. O Documento 22
é um pequeno livro publicado pelo Family Research Council de
Washington, USA, no qual se apresentam as fotografias, os desenhos e
uma carta redigida e assinada por Hannah Strenge, o primeiro bebê
congelado adotado no mundo, que hoje já conta com quase 8 anos
de idade, além dos "testemunhos reais de dezenas de
casais americanos, desde Massachusetts a Maryland e Missouri, que
adotaram seres humanos embrionários congelados. Através
dos pais", diz o livreto, "o leitor será
apresentado também às próprias crianças que
eles salvaram". A
apreciação deste documento merece uma
explicação. Há, de fato, quem espere que a
humanidade dos embriões congelados possa ser provada por um
debate estritamente científico ou filosófico. Cumpre
voltar a lembrar, porém, que está
além das possibilidades do método experimental provar que
qualquer determinado ente seja um ser humano. Embora a ciência
possa fornecer elementos, a conclusão não mais
dependerá do método experimental. O debate
filosófico, ao qual pertence mais propriamente a questão,
pode inegavelmente penetrar em aspectos do tema a que o método
científico não teria acesso, mas dificilmente
alcançaria o consenso social. Somente resta para que os
juízes determinem se os embriões congelado são ou
não seres humanos a empiricidade do contato pessoal e direto,
conforme diz o Ministro Carlos Ayres de Brito em seu voto, "com as pessoas
físicas ou naturais, [...] aquelas que sobrevivem ao parto
feminino e por isso mesmo contempladas com o atributo a que o
art.2º do Código Civil Brasileiro chama de "personalidade
civil", [...] numa dimensão
biográfica, mais que simplesmente biológica, [..] mas na
sua acepção biográfica mais compreensiva, [...] no
indivíduo já empírica ou numericamente agregado
à espécie animal-humana, já contabilizável
como efetiva unidade ou exteriorizada parcela do gênero humano,
indivíduo, então, perceptível a olho nu e que tem
sua história de vida incontornavelmente interativa". Este
relatório se conclui por este motivo com a íntegra de uma
carta escrita e assinada por Hannah Strenge, o primeiro embrião
congelado adotado na história, que hoje possui seus quase
8 anos de idade. A carta evidentemente não prova e não
pode provar se Hannah foi ou é um ser
humano. Mas a vida em sociedade seria inviável se não
houvesse um caminho pelo qual pudéssemos decidir, de alguma
maneira, e com segurança, não algum dia, mas aqui e
agora, a quem devemos reconhecer a natureza humana. Não existe
outra possibilidade para isto senão a experiência
empírica do contato imediato e sensorial com a própria
realidade. É através desta experiência, e
não através da ciência ou da filosofia, que no seu
dia a dia os homens, inclusive cientistas e magistrados, reconhecem
entre si a quem atribuir a condição de ser humano. A
decisão caberá àquele senso comum, sedimentado por
uma rica experiência de vida, pela qual exercemos e
aperfeiçoamos aquela sabedoria pela qual os homens mais sensatos
fazem-se capazes de guiar-se na maioria das decisões importantes
de sua vida. A carta
encontra-se na primeira das vinte páginas do Documento 22.
Apesar do rigor próprio da documentação
científica anteriormente exposta, este documento mostra mais
claramente do que qualquer raciocínio científico ou
argumentação filosófica que um embrião
humano congelado há mais de três anos é
viável. Outra é a questão de saber se é um
ser humano. Mas quem tenha que decidir se estes embriões
são seres humanos deverá partir, definitivamente, do
pressuposto de que estes embriões são viáveis. "Olá! Meu nome é
Hannah. Eu sou o primeiro "Floco de Neve". Eu fui
adotada quando era um embrião e fui colocada no útero de
minha mãe para crescer. Hoje tenho sete anos e meio. Minhas
matérias favoritas na escola são arte e
redação. Eu rezo para que Deus possa encontrar
mães e pais para todos os embriões. Aqui vocês
tem um poster que eu desenhei no ano passado. Eu escrevi "Nós
éramos crianças" e em seguida "Eu te amo" para os
embriões. Então eu desenhei três círculos,
três embriões, e coloquei carinhas neles. O primeiro
é uma menina com uma carinha feliz e sou eu. Eu estou feliz
porque fui adotada. O segundo tem uma
carinha triste porque ainda está esperando por uma mamãe
e um papai para ficarem com ele. O terceiro tem uma
linha reta em sua carinha e ele está dizendo: "Hmmm...
vocês vão me matar?" Por favor,
ajude-nos a encontrar mamães e papais para todos os
embriões. Hannah". ===============================
Essa causa vem sendo mascarada sob o manto da pesquisa com células extraídas de embriões humanos, da preocupação com os deficientes físicos, e do avanço da "Ciência". No entanto, o que está por trás de tudo é o aborto. Não é à toa que os mesmos personagens que apareceram, há algum tempo, defendendo o aborto de bebês anencéfalos (ADPF 54), agora reaparecem para defender o artigo 5º da Lei de Biossegurança (atacado pela ADI 3510). Segundo o relatório do Ministro Ayres Britto, a Constituição Federal só consideraria sujeito de direitos aqueles que nasceram com vida (!) Um tal parecer abre as portas para a legalização completa do aborto no Brasil. A Ministra Ellen Grace, que votou pelo não conhecimento da ADPF 54 (aborto de anencéfalos), surpreendeu ao antecipar seu voto em favor do uso de embriões para pesquisa. No entanto, seu voto em separado demonstra que também ela foi alvo da indução ao erro. Declarou que tais embriões "não teriam outro destino que não o descarte" caso não fossem usados como material biológico para pesquisas. Como de costume, a história da causa abortista é a história das fraudes. Embriões humanos congelados há muitíssimos anos podem ser descongelados e adotados, como demonstram os "slides" em anexo. Rezemos para que esta decisão da Suprema Corte brasileira não se torne semelhante à decisão Roe versus Wade que, em 1973 - também mediante a fraude de um estupro - declarou solenemente que o nascituro não é sujeito de direitos, e estendeu o aborto em todo o território dos EUA. Tudo o que fizermos, em ação e oração, para impedir essa desgraça, ainda será pouco. =============================== Façamos
jejum
"Retornai a mim de todo o vosso coração, com jejum, lágrimas e com lamentação"(Jl 2,12) No dia 28 de maio, quarta-feira, deverá ser retomado o julgamento mais importante da história brasileira: a ação direta de inconstitucionalidade n.º 3510 (ADI 3510) proposta pela Procuradoria Geral da República contra o artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite a destruição e manipulação de embriões humanos para fins de pesquisa e terapia. Na sessão de 5 de março, o relator Ministro Carlos Ayres Britto votou pela improcedência do pedido, ou seja, pela constitucionalidade do uso de embriões humanos como material biológico manipulável. A Ministra Ellen Gracie, na época presidente do Tribunal, antecipou seu voto, acompanhando o voto do relator. Ambos os votos, no entanto, partiram da premissa (falsa, mas repetida muitas vezes) de que os embriões humanos congelados têm uma chance mínima de serem implantados no útero com sucesso. O relator Ministro Ayres Britto fizesse concluiu que tais embriões não são pessoa "nem mesmo como potencialidade". A Ministra Ellen Gracie, em seu voto antecipado, declarou que tais embriões "não teriam outro destino que não o descarte" caso não fossem usados como material biológico para pesquisas.
Até agora, portanto, por um placar de 2 a zero, o embrião é coisa, e não pessoa. Ainda falta o voto dos outros nove ministros da Surprema Corte. A votação foi suspensa porque o Ministro Menezes Direito pediu vista dos autos do processo. Tal medida foi essencial para que os grupos pró-vida tivessem tempo para estudar (e apontar) as fraudes usadas para desvalorizar o embrião humano. O que impressiona não é o erro, mas a má-fé. Oradores presentes na Suprema Corte durante a Audiência Pública de 20 de abril de 2007 apresentaram como um fato certo, absoluto e indiscutível que os embriões humanos, após três anos de congelamento, têm uma chance quase nula de serem implantados com sucesso no útero. Conforme amplamente demonstrado no relatório da Diocese de Taubaté (http://www.providaanapolis.org.br/embrviav.htm), essa afirmação é infundada. Os embriões humanos, ainda que congelados durante muitíssimos anos, podem ser implantados com sucesso e serem dados à luz. Não há qualquer indício de uma correlação entre o tempo de crioconservação e a "viabilidade" do embrião. Pergunta-se: os oradores não sabiam disso, embora fossem cientistas especializados no assunto? Ou sabiam, mas alteraram dolosamente a verdade dos fatos?
[1] Disponível em:
<
http://www.nature.com/nature/focus/stemcells25years/index.html>.
Acesso em: 24 mar. 2008. [2] Catedrática de Biologia Molecular e Presidente da
Associação Espanhola de Bioética e Ética
Médica. Cf. ÁLVAREZ, Inmaculada. Natalia
López Moratalla: Pesquisa com células embrionárias
fracassou. Zenit 23-04-2008 Disponível
em: <http://www.zenit.org/article-18217?l=portuguese>.
Acesso em: 26 abr. 2008. [3] PhD da Universidade de Kansas, internacionalmente
conhecido como perito em pesquisas em células-tronco, membro
fundador do “Do No Harm: The Coalition of Americans for Research
Ethics” [4] Essa lista engloba diversos tipos de
câncer, doenças auto-imunes, doenças
cardiovasculares, doenças neurodegenerativas,
imunodeficiências, feridas e lesões, anemias e outras
doenças do sangue, doenças dos olhos, do fígado,
da vesícula e “outros distúrbios metabólicos”. [5] Disponível em:
<
http://www.stemcellresearch.org/facts/treatments.htm> Acesso em
28 mar. 2008. [6]CIENTISTAS dos EUA tratam Parkinson com
células-tronco "reprogramadas". Folha de São Paulo.
07/04/2008 - 18h23. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u389831.shtml>
Acesso em: 26 abr. 2008. [7]
COMITATO NAZIONALE PER [8] Livre-docente de Biofísica da UNIFESP/EPM,
há cerca de 20 anos vem desenvolvendo pesquisa Esta é a primeira vez em que o Supremo Tribunal Federal toma uma decisão de mérito sobre o ente humano com poucos dias de vida. Decidirá se é pessoa ou se é coisa. Se merece respeito ou se pode ser descartado. Se tem dignidade humana como nós ou se é apenas um amontoado de células. Se é titular de direitos ou se é apenas material biológico manipulável. Em favor da destruição de embriões há o interesse dos laboratórios de procriação artificial (que desejam poder descartar os "excedentes", sem serem obrigados a mantê-los congelados). Há, porém, sobretudo, o interesse dos grupos pró-aborto de criar um precedente. Não importa quem seja a vítima: uma criança ainda não implantada no útero ou um anencéfalo com alguns meses de concebido. O importante é que seja um inocente. Se a Suprema Corte declarar que a morte direta de um inocente é algo que não contradiz a Constituição Federal, o caminho estará aberto, seja para o aborto, seja para a eutanásia, seja para qualquer tipo de homicídio praticado "com boa intenção" ou "em nome da ciência". Como de costume, a história da causa abortista é a história das fraudes. Nossos opositores recorrem sistematicamente a inverdades. Também contam com muito dinheiro e com a cumplicidade de boa parte dos meios de comunicação social. Mas nós, pró-vida, temos um recurso que eles não têm: a oração e o jejum. Certa vez, os discípulos perguntaram a Jesus porque eles não haviam conseguido expulsar um demônio? Ele respondeu: "Essa espécie não pode sair a não ser com oração e jejum" (Mc 9,29). Façamos, portanto, do dia 28 de maio, um dia de oração e jejum.. Tocai a trombeta em Sião!
Ordenai um jejum, proclamai uma reunião sagrada! Reuni o povo, convocai a comunidade, congregai os anciãos, reuni os jovens e os lactentes! Que o esposo saia do seu aposento! Entre o pórtico e o altar chorem e digam: "Senhor, tem piedade do teu povo!
Não entregues ao opróbrio a tua herança, para que as nações zombem deles! Por que dirão entre os povos: 'Onde está o teu Deus'"? (Jl 2,15-17) Rezemos para que esta decisão da
Suprema Corte brasileira não se torne semelhante à
decisão Roe versus Wade que, em 1973 - mediante a fraude
de um estupro - declarou solenemente que o nascituro não
é sujeito de direitos, e estendeu o aborto em todo o
território dos EUA.
Tudo o que fizermos, em ação e oração, para impedir essa desgraça, ainda será pouco. "Maria levantou-se e foi às
pressas Senhora e Mãe nossa, é com
santa angústia e zelo fraterno que nos dirigimos a ti, amiga e
defensora de todas as crianças, nascidas e por nascer. DOM EUSÉBIO OSCAR SCHEID, SCJ, Para os sacerdotes: Não esquecer de orar para os Ministros do Supremo durante a Santa Missa. Não esquecer de pedir ao povo para orar por eles. -- |
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