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| Ano: IV Edição: Mensal N°: L Mês: Dezembro de 2007. | ||||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | ||||||
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(nascida em 20/11/2006, ela já fez seu primeiro aniversário e é muito risonha)
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- CORREIOBRAZILIENSE
• Brasília,
segunda-feira, 18 de junho de 2007 • 13 No dia 31 de
maio de 2005, o Correio Braziliense publicou uma matéria
intitulada "Mulheres pobres morrem ao abortar". Qualquer contato com a autora pode ser feito pelo correio eletrônico mjmp10@gmail.com
Ladrões
pobres morrem ao furtar MARIA
JOSÉ MIRANDA PEREIRA Promotora de Justiça do Distrito
Federal O título
acima é propositadamente cômico. Imagine que abaixo dele
houvesse um artigo desse conceituado jornal lamentando que a morte
atinja sobretudo os ladrões menos abastados, vez que os de
sofisticadas quadrilhas, a exemplo dos navalheiros, mensaleiros, sempre
conseguem escapar da condenação criminal. Com a liberdade
que a Justiça tão agilmente lhes concede, podem usufruir
a fortuna surrupiada e destruir provas do crime. Imagine ainda que
houvesse estatísticas de quantos ladrões pobres morrem
por roubar em “condições inseguras”. E, chegando ao
cúmulo, imagine que o articulista propusesse a
legalização do furto como solução para
promover a isonomia entre ricos e pobres, e para acabar com a injusta
morte dos larápios menos favorecidos. Seria total absurdo. Mas não é
menos absurdo do que artigos e reportagens que temos lido nessa feroz
campanha para legalização do aborto. Um deles com o
título “Mulheres pobres morrem ao abortar”, em vez de propor que
as mulheres, ricas ou pobres, deixem de abortar para deixar de morrer
(como seria normal propor aos ladrões que deixassem de furtar
para evitar risco de morte), propõe que as mulheres tenham o
direito de exterminar seus filhos “em condições seguras”.
E lamenta que a morte atinja sobretudo as gestantes pobres, uma vez que
as ricas podem cometer esse crime em “clínicas particulares”,
que oferecem “melhor atendimento”. Em nenhum momento o articulista se
refere à vítima do aborto, o bebê, que é
sempre morto, não só quando o aborto é praticado
em “clínicas clandestinas” e com “métodos caseiros”, mas
também quando é feito em sofisticados ambientes dotados
de potentes máquinas de aspiração e de afiadas
curetas para esquartejamento. O texto refere-se a dados publicados pela
maior rede privada de abortos do mundo, a IPPF, conhecida pelo cognome
“A multinacional da morte”, com filiais em 180 países (no
Brasil, com o nome de Bemfam). A nefanda organização,
segundo o artigo, publicou relatório intitulado “Morte e
negação: abortamento inseguro e pobreza”. Além de
todas as falácias denunciadas, o documento prima por fraudar
dados e manipular informações, como é praxe no
meio abortista. Baseando-se em uma bola de cristal, “estima-se” que, no
Brasil, sejam realizados 1,4 milhão de abortos e “calcula-se”
que 31% das gravidezes terminam Em 1990, um jornal do Rio de Janeiro dizia
que, segundo a ONU, o Brasil era recordista mundial de abortos, com uma
taxa anual de 3 milhões. Afinal, são 3 milhões ou
1,4 milhão? Ou seriam 100 mil? Talvez 10 mil? A dra. Zilda Arns,
coordenadora da Pastoral da Criança, assustada com a quantidade
de abortos que se diziam praticar no Brasil “segundo pesquisas da ONU”,
foi consultar a Organização Pan-Americana de Saúde
(OPAS, repartição regional da OMS) e recebeu a seguinte
resposta em 1993: “Lamentavelmente, não é a primeira vez
que, levianamente, se toma o nome da Organização Mundial
de Saúde e/ou da Organização Pan-Americana de
Saúde para dar informações que não emanam
dessas instituições”. Quanto às mortes maternas, faltou ao
documento honestidade para dizer que seu número permanece
estável ao longo dos anos em nosso país: 1.577 mortes em
2001, 1.655 em 2002, 1.584 em 2003 e 1.641 em 2004. Desse
número, a quantidade de mortes maternas em gravidez que terminou
em aborto nunca passou de 200. Seu ponto máximo foi 163 mortes,
em 1997. Em 2001, 148 mortes; em 2002, 115 mortes; em 2003, 152; em
2004, 156. Detalhe importante: essa cifra engloba não só
a morte materna devida a abortos provocados, mas também gravidez
ectópica, mola hidatiforme, outros produtos anormais da
concepção, aborto espontâneo, aborto não
especificado, outros tipos de aborto e falhas na tentativa de aborto.
Com uma gama tão abrangente, a cifra não chega a duas
centenas, para tristeza dos abortistas (dados disponíveis na
página do Departamento de Informação e
Informática do SUS — Datasus). No entanto, é possível
também reduzir a zero esse baixo índice de mortes
maternas por aborto. O caminho é exatamente o contrário
ao proposto pela “multinacional da morte”: combater a lucrativa
indústria do aborto, punir os aborteiros, fazer campanha de
valorização da maternidade e da vida intra-uterina, dar
assistência material e moral às gestantes em desespero e
aos seus filhos nascituros. É lamentável que governo e IPPF
estejam unidos e usando os meios de comunicação social
com argumentos falaciosos e falsas estatísticas para impor
à população brasileira a aceitação
do mais covarde de todos os assassinatos.
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