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| Ano: IV Edição: Mensal N°: LVII Mês: Julho de 2008. | |||||
| Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia | |||||
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Esta
crônica hoje quer abordar o problema do turismo embora
não represente uma pesquisa formal, mas leva em
consideração comentários que se
escuta sobre o assunto nos ambientes sociais. Nas
cidades da Região da Campanha no Estado do Rio Grande do
Sul, falar em turismo ainda é coisa muito remota. Os habitantes
do Pampa Gaúcho
são muito desajeitados para esse tipo de promoção
e até nem sabem como
organizar. Nas
demais regiões e Estados a não ser praia e
cabarés, tudo
vira Fica a
impressão que a maioria das pessoas que promove o turismo
não tem a intenção formal de promover sua cidade e
suas coisas, mas quer ganhar
dinheiro para seu bolso. Há
coisas muito interessantes no interior, por exemplo, do
Rio Grande do Sul, mas não são incluídas no
roteiro turístico; em compensação
incluem bordéis, boites, drinkes e outros apelidos que
dão para casa de orgia
sexual. Desde
quando bordel é lugar de turismo gente? Claro fica que
há conluios entre cafetões e cafetinas para receber um
ganho extra por baixo e
os promotores desse “turismo” passam a embolsar ilicitamente e muitas
vezes com
o dinheiro público destinado a promoção da
história, da cultura e da tradição
de cada povo acrescido das belezas naturais de cada região. E
tem mais, paremos
com a mentalidade retrógada de só mostrar velharia de
museu, promova-se as
novas ofertas culturais, o artesanato e outras da atualidade. Há
cidades que só sabem mostrar danças. Credo! Todos
já
estão saturados de tanta dança. Aqui no Sul
ninguém vai pagar para ver um
festival com as modernas prendas vestidas de homem. É um fiasco,
mas é verdade.
Mulheres andando a cavalo, escanchadas como homens!? O que isto? Mulher
prenda
anda a cavalo sentada no selim. Desde quando mulher corre vaca para
laçar em um
rodeio? Nada disso é expressão nativa e nem uma nova
oferta cultural. Cidades
sujas, sem flores, sem árvores, sem adornos são
lugares que nunca poderão oferecer turismo a ninguém.
Pessoas ignorantes pelas
ruas olhando de esguelha para um transeunte novo e desconhecido,
é coisa muito
feia e muito vulgar! O preparo do povo
para o turismo requer uma boa educação social de todos os
habitantes, alegres e
cavalheirescos com os desconhecidos inclusive dando um cumprimento.
Quem já foi O
espírito discriminatório de muitos povos significa um
grande atraso cultural. Mas ainda existe em muitas das nossas cidades
como um
dos entraves para o turismo. As
cidades interioranas e provincianas deste país reformam
prédios
antiqüíssimos dando-lhe novo visual e julgam que
estão abafando. Mas não! Os
prédios antigos devem ser reparados e mantidos no estilo e forma
originais. Mas
querem fazer turismo! Muito em moda os
assim chamados Hotéis Fazenda,
é uma opção válida para
conhecer animais, conviver com a natureza e viver a vida campestre, mas
não com
rádios e alto falantes tocando música Norte Americana com
cinco mil watts de
potência nos ouvidos de quem já saiu do barulho para
conviver com a natureza e
seu afetuoso silêncio. Além disso, no inverno tais
estabelecimentos são
verdadeiras câmaras frigoríficas, pois eles têm medo
de aquecer o ambiente e
terem de sair fora vindo a se gripar. São critérios de
grosso não?! Portanto
a promoção do turismo exige sensibilidade, moral e
bom critério e um pouco de cultura Européia. Nisso
é possível criar e fazer
crescer um ambiente turístico sadio, recuperador de energias
vitais para os
visitantes se livrarem do estresse e, ou, participando de algo pouco
visto e
para aumentar sua cultura e seus conhecimentos, além de crescer
espiritualmente. Façam
e promovam o turismo, mas limpem a cidade, criem
jardins, eduquem o povo para a sociabilidade, arrume estradas e coloque
funcionários cicerones com eficiência e cultura suficiente
para responder as
perguntas dos visitantes. Não deixe de ouvir o Sonata No. 2 in G Major de Bach, J.C.F. ***************************************************************** |
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