"A igreja Universal tem uma grande dívida de gratidão para com todos os Monges" O Monaquismo,oriental juntamente com o ocidental, constitui um grande dom para toda a Igreja"(Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002). "O Monge é memória evangélica para os cristãos e para mundo" (Papa João Paulo II Rivola -Bulgária 27-05-2002)

Ano: IV Edição: Mensal  N°:  LIII           Mês: Março de  2008.

Informativo Oficial da Congregação Monástica de Santa Cecilia

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Kronika em Sol Maior
O brilho e beleza mística de um trabalho resplandecem nas mãos de quem o faz orando.

Kronika em Sol maior: 

Espórtula da Missa

 
Reporto-me sobre a chamada espórtula de cada Missa que o Sacerdote celebra. Espórtula, para quem não sabe, é uma doação em dinheiro que se dá quando encomendamos uma Missa para ser celebrada por qualquer Sacerdote Católico.

Uma invasão do progressismo ideológico nos anos 70 e 80 em diante acabou com as espórtulas. Grupos Católicos de avançada passaram por cima de uma velha tradição da Igreja e da bíblia e começaram a pedir intenções de Missas sem dar nada de oferta. Houve um Bispo X que terminou com as espórtulas e outras taxas, mas quase fundiu a Diocese e teve de sair “a toque de caixa” e com ele todo o seu Clero. Com isto mal acostumaram o povo e hoje é comum pedirem uma Missa e ficarem com a mesma cara. Não esqueçam que o Apóstolo Paulo fala claro que o Sacerdote vive do Altar e no Livro dos Macabeus Judas o Macabeu fez uma coleta  entre o povo para mandar celebrar um Sufrágio pelos falecidos no campo de batalha. Significa que sempre houve o costume de dar dinheiro para o celebrante do Sacrifício. Será que alguém ainda pensa que os Padres vivem do ar? Teríamos um novo tipo de Sacerdotes os “Presbíteros Eólicos”.Celebrar a Missa não é apenas um ato de piedade pessoal do Padre mas é também um trabalho com o qual ele deve viver, se alimentar e se manter. Não é certo o Padre andar comendo de casa em casa por não ter comida na Casa paroquial.  O progressismo católico fez um grande mal neste sentido erradicando a mentalidade popular da doação sacrifical que torna, quem encomenda o ato, um participante imediato do Sacrifício Sacerdotal.Ao dar a espórtula o fiel une seu trabalho com o qual adquiriu o valor, ao Sacrifício do Altar. Não é de estranhar que hoje em dia em vários lugares, principalmente no Sul do Brasil as igrejas e paróquias estejam navegando com uma vara redonda em lugar do remo. Todas estão “apanhando uma surra” para sobreviverem. Ninguém mais ajuda a Igreja. Em conseqüência disso Padres empobrecidos e graduados com duas faculdades, não resistem a tentação e vão dar aulas nas Universidades, em detrimento da Pastoral. Por isso há um mau atendimento, ainda que não generalizado, em muitas paróquias e Dioceses justamente pela falta de tempo disponível para o povo por parte desses Ministros do Altar. Não creiamos nos Padres Eólicos, pois eles não existem. Devemos sim abrir não só o coração, mas também o bolso para ajudar aos Padres da Igreja Católica. Construir as Igrejas é dever do povo e não do Papa como pensam muitos. Construir os Mosteiros e Conventos é uma prestação de serviço a Deus e um dever do povo que se intitula cristão. A miudagem ou sovinagem não salva a alma de ninguém, muito pelo contrário a põe a perder. Ter dinheiro e guardar rigorosamente sem ajudar as Obras Religiosas é no mínimo prender-se ao material e as vans ilusões do poder econômico.

Salva a tua alma, abrindo a mão para os pobres e para os templos de tua crença. Dinheiro não se leva no caixão. Pobres entramos no mundo e pobres devemos sair dele.De mãos vazias vimos a luz do dia e de mãos vazias devemos ver a luz de Deus.

Não sejas tu “pão duro” abre tua mão e teu coração e desfrutarás a alegria de doar e repartir.

Não esqueça que podemos pedir orações aos nossos Sacerdotes e Religiosos, mas encomendar a celebração de um Sacrifício do Altar sem dar nada em troca é uma grande ignorância dos princípios da mística cristã. Ignorância igualmente de fé e falta de cultura religiosa além de grande falta de generosidade, que se traduz em falta de amor. Muitos brasileiros têm dinheiro grosso para fazer feitiços e males com alta magia e prejudicar desafetos e quando se trata de coisas da Igreja querem tudo gratuitamente e pelo menor preço possível. O feiticeiro pode cobrar caro o Padre não tem direito de pedir nada para ninguém. Vejam que mal! Percebam até onde fomos parar!

Por: Alphonsus de la Croce

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